O funcionário público, Marcelo Alves Fernandes, morador da Rua João Notini no bairro Sidil em Divinópolis, está com o carro preso na garagem de sua própria casa desde terça-feira passada (20) quando o calçamento da rua começou a ceder. O buraco, que chega a 40 metros de comprimento, mais de 5 metros de profundidade e toma quase toda a pista, está localizado em frente à garagem do funcionário público.
Marcelo conta que sua esposa estava saindo de casa com o carro quando o pneu dianteiro se prendeu. Ao verificarem o que havia acontecido, Marcelo e a esposa perceberam que havia um buraco no local. “Foi muita sorte minha esposa não ter caído de ponta no buraco”, revela o funcionário público. Marcelo conta ainda que imediatamente acionou o reboque e também a Prefeitura Municipal, que iniciou os trabalhos, mas até o momento o problema não foi solucionado. “A dificuldade maior é que faltou um engenheiro para definir como vai fazer. Eles ficaram na base da tentativa durante 2 dias. Foram na rua Itapecerica para ver se o entupimento era lá, depois vieram para cá e não conseguiram resolver nada”, desabafa o morador. Além da dificuldade de acesso para os moradores da residência, o abastecimento de água foi interrompido em função do vazamento. A família está sem água tratada em casa há quase uma semana.
Antonio Vieira, líder de equipe que está comandando o trabalho dos funcionários da Prefeitura, explica que embaixo da casa de Marcelo passava um córrego que foi canalizado. A suspeita é que as manilhas da rede pluvial tenham sido danificadas ou estejam entupidas, com isso, o aterro que dava suporte à garagem cedeu e não foi possível conter o vazamento de água.. Segundo Antonio, as manilhas estão localizadas há 7 ou 8 metros de profundidade e as retroescavadeiras da Prefeitura não as alcançavam. “As máquinas que temos na Prefeitura, que são retroescavadeiras simples, só cavam até 4m de profundidade. Então hoje alugamos uma outra máquina para alcançar as manilhas”, explica. O funcionário da Prefeitura afirma ainda que não há previsão de quando o problema será solucionado. “O que está debaixo da terra a gente não tem como ver, então não sabemos quanto tempo vai demorar para solucionar”, adianta. Uma bomba também será utilizada no processo para sugar a água empoçada. A previsão é que ainda nessa tarde o equipamento esteja disponível.
Marcelo, que mora no local há 3 anos, diz que não sabia da existência desse córrego canalizado embaixo de sua residência e afirmou que pretende acionar a Justiça contra o ex-proprietário do imóvel. “Se eu soubesse não teria comprado a casa”, finaliza.
O engenheiro da Copasa, Gilberto Silva, informou que o fornecimento de água foi interrompido para não prejudicar os trabalhos da equipe de obras da Prefeitura e afirmou que sua equipe estará no local para restabelecer o abastecimento ainda hoje.
A redação do Divinews entrou em contato com o secretário de Operações Urbanas, Adilson Quadros, mas o secretário estava em reunião e até o momento não retornou as ligações.






