O perfil dos participantes das últimas edições do BBB, nos dá a nítida sensação de que tais Big Brothers não acontecem no Brasil e sim em algum país da Europa como Suíça, Suécia, Dinamarca, entre outros.
Os futuros moradores do BBB9 são quase todos brancos, exceto Alexandre substituto do matemático Milton, eliminado por problemas de saúde antes do inicio do programa. Se o objetivo principal do programa for o prêmio de 1 milhão de reais não faz sentido nenhum tipo de discriminação, até mesmo a estética, a não ser que o real objetivo seja transformar os participantes em artistas e galãs globais.
O nível de escolaridade dos bbb, em tese está acima da média e da realidade do brasileiro comum. O interessante é que grande parte da audiência acontece justamente nas classes c,d, e. São os telespectadores dessas classes que mais se envolvem com o programa, votando, vibrando e até chorando com as eliminações nos paredões.
Será que esses telespectadores não gostariam de ver suas imagens, de pessoas comuns, nem tão belos, nem tão sarados, projetados nos participantes dos bbb ou sentiriam vergonha de ver sua dura realidade? Pode até ser, porque, como disse o carnavalesco Joãozinho Trinta, no ápice da sua fama “quem gosta de miséria e coisas feias são os intelectuais, pobre gosta mesmo é de luxo, beleza e glamour”.
Partindo deste pressuposto do Joãozinho, a Globo talvez tenha razão em selecionar a dedo os participantes e não usar sorteios populares, através do envio de cartas. Deixando desta forma de correr riscos de ter na casa os já estigmatizados “núcleo dos pobrinhos”, as Cidas e Maras da vida, com reais chances de vitória, já que o brasileiro diferentemente da cultura de outros países que também tem Big Brother, não é adepto do jogo aberto declarado e sim do velado. Jogar pode desde que não seja explicito e confessado. E, em caso de vitória o que fazer com eles? Onde encaixá-los?
O publico telespectador, na maioria das vezes retira do paredão e torce pela vitória dos “fracos e oprimidos” como uma forma de fazer filantropia sem gastar nada, corrigindo as distorções sócio-culturais do país.
Por que toda edição do BBB tem a mínima de participação dos negros? Quando muito um casal, às vezes dois homens ou até mesmo um só, como nesta edição. É improvável que nos milhares de materiais enviados pelos candidatos a ocupar a casa mais famosa do Brasil, só dê para “aproveitar” um ou dois representantes da raça, nunca mais do que isto! Se isto for verídico, o Brasil está bem pior do que imaginávamos.
A continuar assim no BBB10, o presidente Luis Inácio Lula da Silva, que ainda estará no governo no inicio de 2010, terá que editar uma MP (medida provisória) ou que o Congresso crie, vote e aprove uma lei de quotas raciais para os negros participarem do BBB em condições de igualdade quantitativa. Afinal, a maioria da população brasileira é feita de negros e pardos.
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