Segundo o TJ-RS (Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul), Gudbem é acusado de ser mandante da morte de Antônio Carlos Moraes Casagrande, e Elpídio, de executar o crime.
Ao fixar a pena de 15 anos de reclusão, o juiz Maurício Alves Duarte considerou elevada a culpabilidade do “advogado, ex-deputado, ex-governador e conselheiro aposentado do Tribunal de Contas, com plena consciência da ilicitude do ato, utilizando a sua instrução superior para premeditar o crime, valendo-se da sua ascendência familiar, social, intelectual e financeira sobre o executor Elpídio”. Já o co-réu, Elpídio foi condenado a 14 anos de prisão.
Ambos cumprirão as penas em regime fechado. Elpídio apelará em liberdade, enquanto Gudbem, já condenado por outro homicídio, apelará preso.
Segundo o MP-RS (Ministério Público do Rio Grande do Sul), o ex-deputado já havia sido condenado no ano passado a 18 anos e seis meses de prisão, pela morte do criminalista Júlio César Serrano, em 2005, no município de Soledade (RS).
Sobre a condenação, o juiz declarou que “a decisão corajosa dos jurados é a prova da justiça e credibilidade das instituições legitimamente constituídas, pois desmistifica a divulgada impunidade, que gozariam as autoridades políticas delinqüentes e os criminosos ricos”.
O CRIME – O crime aconteceu em 2003, na Câmara Municipal de Vereadores do município de Soledade, onde Elpídio disparou vários tiros contra Antônio Carlos, atingindo-o pelas costas de surpresa, o que dificultou a sua defesa. Gudbem teria permanecido em outra sala da Câmara.
De acordo com a denúncia do MP-RS, o crime teria ocorrido com o fim de silenciar a vítima, que era informante da polícia e possuía informações constrangedoras a respeito de Gudbem, que por sua vez lhe pagava por essas informações.
O julgamento do caso já havia sido adiado duas vezes, por ausência do advogado de defesa.






