A prefeitura, em parceria com o Governo Federal, concluiu o Projeto do Contorno Ferroviário de Divinópolis, que prevê a remoção dos trilhos da ferrovia do centro da cidade. Para isso, há uma previsão da construção de um desvio de cerca de
Em sua execução, o Projeto custará R$ 130 milhões, o maior investimento do Governo Federal na área urbana do município. O Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes – DNIT – já analisou o projeto do Contorno Ferroviário e aguarda apenas a impressão do projeto definitivo e a licença ambiental para dar início às licitações para a execução da obra.
Segundo o Assessor Especial de Governo, José Roberto Reis Saleh, Gestor do Convênio com o DNIT, somente a elaboração do Projeto teve o custo de R$ 3,2 milhões, sendo R$ 611,5 mil pagos dos cofres municipais. De acordo com ele, o processo de desapropriação de toda a faixa que receberá os novos trilhos poderia ser iniciado, pois todos os imóveis estão devidamente levantados e cadastrados.
ENTENDA O PROJETO – José Roberto Saleh entregou recentemente ao Prefeito Demetrius Pereira uma cópia da minuta do Projeto Executivo da Engenharia do Contorno Ferroviário de Divinópolis, elaborado por uma empresa especializada de engenharia. A obra, com
O novo traçado da ferrovia permitirá maior modernidade das linhas, através de curvas com raios maiores e rampas menores, impossíveis de serem realizados no trecho dentro do perímetro urbano. Além disso, se se mantivesse a ferrovia dentro da cidade, as interferências com as vias urbanas exigiriam transposições em desnível em vários pontos, gerando custos elevados de construção e desapropriações, inviabilizando a obra e não atingindo os resultados esperados.
De acordo com Saleh, as melhorias com a possível remoção dos trilhos da área urbana da cidade serão significativas e aguardadas há muito tempo pela sociedade. “O desconforto atual para a cidade com as linhas ferroviárias é grande. Se pensarmos ainda na necessidade do aumento do número de composições/dia e do aumento da velocidade de percurso, a situação fica insustentável, tanto sob o ponto de vista ambiental e urbano quanto econômico e social. Por isso, há um esforço conjunto de entidades para que tal problema seja resolvido”, afirmou. Segundo ele, o planejamento do município irá limitar o uso dos terrenos próximos à nova ferrovia, de modo a evitar, no futuro, os atuais transtornos.
Apesar da transferência das linhas ferroviárias para fora do centro da cidade, o Projeto prevê a preservação de marcos históricos na região central como as estações, além da estrutura das oficinas da Ferrovia Centro-Atlântica – FCA. Para isso, inicialmente, serão mantidos na área urbana dois trechos importantes para a economia do município: o ramal de ligação até as oficinas da FCA e o ramal de atendimento à Gerdau e ao Complexo da Ferradura, por onde escoa parte da produção industrial do município. A FCA é interveniente do Convênio de cooperação entre o DNIT e a Prefeitura e tais melhorias irão beneficiá-la.
Os estudos da viabilidade da execução do Contorno Ferroviário indicam um retorno de investimentos a partir do 20º ano do início das obras. Isto porque a velocidade e a capacidade da ferrovia passará dos atuais
“Além disso, há uma idéia de se transformar o atual leito urbano da ferrovia em uma grande avenida, em nível, facilitando todo o sistema viário da cidade”, finalizou Saleh.
Com informações da Diretoria de Comunicação






