A situação nas áreas vermelhas, consideradas críticas, permanece inalterada. O comando de resgate mapeou toda a área atingida pela chuva e classificou por áreas. As áreas vermelhas são aquelas isoladas, mas onde ainda existe pessoas.
Há também as áreas pretas, próximas do gasoduto, nas quais não há residências, mas indústrias. Nessas áreas é proibida a permanência de qualquer pessoa, inclusive membros das equipes de resgate. Nas chamadas ilhas de segurança estão localizados os abrigos.
De acordo com o tenente PM Alessandro Felzch, se o tempo permanecer estável serão necessários pelo menos dois meses para que o solo seque e não haja mais rico de deslizamento. “Isso não pode ser tratado de forma exata. São vários pontos diferentes de terreno”, disse.
O tenente afirmou que o trabalho de varredura continua para retirar as famílias que insistem permanecem nas áreas vermelhas. “O problema é que depois de resgatados, muitos voltam às casas. Eles estão fazendo isso à noite para fugir do resgate”, acrescentou Alessandro Felzch.
Ele voltou a pedir que os moradores não voltem às casas sem autorização do comando de segurança, já que a situação pode volta r a se agravar a qualquer momento
As operações nesta terça-feira (2) estão centradas na distribuição de alimentos, água e roupas nas comunidades que ainda estão isoladas, e remoção de pessoas com necessidades especiais e de atendimento médico.
HOSPITAL DE CAMPANHA – A Força Aérea brasileira (FAB) montou um hospital de campanha no Vale do Itajaí,
“Estamos preparados para prestar atendimento básico especializados em pediatria, ortopedia, ginecologia, clínica médica e odontologia”, informou o major. Ele disse que a água contaminada é a principal responsável pelo aumento da demanda por atendimento médico no estado.
O hospital de campanha está localizado no entroncamento da BR-101 com a Rodovia Estadual Jorge Lacerda, estrategicamente situado próximo às cidades de Itajaí, Navegantes, Gaspar e Ilhota. Ao todo, 100 militares estão envolvidos. Destes, 37 são da área da saúde. A estrutura conta, ainda, com 24 módulos, laboratórios de análise clínica, raio X, refeitório, alojamento e área de comunicação.
“Mas as pessoas não devem buscar atendimento diretamente no hospital de campanha. Antes, é necessário que se dirijam à rede pública, onde será realizada uma triagem e, posteriormente, os encaminhamentos”, alertou o major. “Até porque nosso objetivo é cuidar dos casos comuns que seriam atendidos pela rede pública e, assim, dar melhores condições para que ela [rede pública] realize os atendimentos mais emergenciais”, concluiu Roberto Thury.





