A desaceleração da economia, na opinião dos lojistas, já vem refletindo no comportamento do consumidor. Funcionários de grandes redes de eletrodomésticos e móveis, por exemplo, já reclamam que no ano passado, na segunda quinzena de novembro, o movimento já estava bem aquecido para as festas de fim de ano.
De acordo com um funcionário que trabalha na área de crédito de uma grande rede de eletrodomésticos e móveis, os pedidos de crediário ainda não refletem o clima de natal.
“Em 2007, nessa época, já estávamos com um movimento muito maior, com as pessoas procurando comprar móveis e eletrodomésticos com o objetivo de preparar a casa para as festas de fim de ano. Isso não está ocorrendo. Temos um movimento menos aquecido do que nos dias normais, fora do período de crédito”, contou o funcionário, que trabalha em uma loja da Rua Goiás onde há uma das maiores movimentações de consumidores.
Ele enfatizou que as taxas de juros praticadas nos financiamentos são as mesmas do ano passado. “Não aumentamos nem diminuímos para o geral da loja. Para alguns itens de informática, estamos praticando taxas menores”, disse.
As vendas a prazo estão desaquecidas tanto quanto as vendas à vista, na opinião de um vendedor de outra rede de móveis e eletrodomésticos. “Espero que até o dia 5 de dezembro as vendas melhorem. Acho que as pessoas estão esperando receber o 13º salário”, afirmou. O vendedor tem a mesma reclamação do profissional da área de crédito.
“No ano passado, nessa época, estávamos vendendo muito mais. Agora, além do movimento da loja estar mais devagar, as pessoas chegam olham, ficam sabendo das condições e voltam para casa para pensar. Parece que estão com medo de comprar”, disse o vendedor.
Nas lojas de produtos populares não houve alteração em grande escala. De acordo com o proprietário de uma loja bastante diversificada, localizada na Avenida 1º de Junho, o cliente até entra no estabelecimento, mas na maioria das vezes sai sem levar nada. “Acho que o pessoal está é mesmo sem dinheiro porque a gente percebe que eles têm vontade de comprar. O movimento de pessoas aumentou bastante na loja, mas as vendas continuam praticamente como estavam em setembro”, contou.





