Os detidos são acusados de pertencer a uma quadrilha que atua com o contrabando e descaminho, além de tráfico de drogas, todos produtos vindos do Paraguai. Depois de 10 meses de investigação coordenada pela Delegacia de Polícia Federal em Ponta Porã, a PF foi cumprir 15 mandados de busca e apreensão, 14 mandados de prisão e 19 indiciamentos em três Estados. Entre os envolvidos estão um policial rodoviário federal e um cidadão paraguaio, além de comerciantes e pessoas ligadas ao ramo de transporte.
De acordo com a PF, a quadrilha agia com suas três vertentes. Em Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, no Paraguai, um investigado, proprietário de um hotel no país vizinho, junto com seus comparsas, organizava a aquisição do contrabando e garantia o seu transporte seguro pelas rodovias brasileiras, já que contava com o apoio de um policial. Junto ao policial atuava seu irmão e sócio em uma revendedora de carros em Dourados, no Mato Grosso do Sul, que servia de entreposto para o transporte das cargas, já tendo sido flagrada a ocultação de tais mercadorias contrabandeadas na sede de uma transportadora, que misturava os bens ilegais com outras cargas para serem transportadas até Mato Grosso.
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Naquele Estado, comerciantes recebiam as cargas e a revendiam em suas lojas e no camelódromo da capital e na cidade de Sinop, no Mato Grosso. Em Minas Gerais, além de quatro pessoas envolvidas com o contrabando desta região de fronteira, outro grupo negociava principalmente cocaína, tendo sido interceptados ao menos três carregamentos da droga para aquele Estado. Na região da grande Belo Horizonte, o grupo agia com o apoio de um ex-policial militar, que fazia a segurança dos comparsas. Ao longo da investigação foram realizadas 12 grandes apreensões de contrabando, além de quatro apreensões de drogas, que totalizaram 52 kg de cocaína e 11 kg de maconha.
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