O governo do Estado de São Paulo lançou nesta terça-feira (11) uma linha de crédito de R$ 4 bilhões para o setor automobilístico, por intermédio do banco Nossa Caixa. O acordo firmado entre o banco, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e a Associação Nacional das Empresas Financeiras de Montadoras (Anef), prevê o repasse dos recursos para os bancos e financeiras ligadas às montadoras dos veículos.
Com a verba extra que será disponibilizada entre este mês e dezembro, as instituições pretendem voltar a oferecer juros mais baixos e prazos mais longos de crediário para recuperar as vendas de veículos. No mês passado, os negócios caíram 11% na comparação com setembro. Diante da retração, montadoras anteciparam férias coletivas de fim de ano. A General Motors anunciou um programa de demissão voluntária em duas fábricas.
“O objetivo é contribuir para o restabelecimento da liquidez financeira do setor automotivo e, assim, estimular a manutenção da venda de veículos no varejo”, informou a Secretaria de Fazenda do Estado de São Paulo em comunicado publicado em seu site na Internet.
Na semana passada, o governo federal anunciou uma ajuda de R$ 4 bilhões do Banco do Brasil aos bancos das montadoras para financiar a compra de carros aos consumidores. Como garantia, o BB receberá as carteiras de crédito dos bancos das montadoras.
Segundo a Anfavea, cerca de 70% das vendas de veículos no País são financiadas. Antes da crise internacional, os bancos ofereciam planos de até 72 meses, sem pagamento de entrada. As vendas passaram a bater sucessivos recordes mensais, situação interrompida em outubro, quando os negócios registraram queda de 2,1% ante o mesmo mês de 2007, para 239,2 mil veículos.
Nas últimas semanas, além de os juros terem aumentado entre 20% e 30%, os prazos de financiamento caíram para a média de 36 a 42 meses e os bancos passaram a exigir até 50% do valor do carro como entrada.






