Embora a maioria das empresas não pareça disposta a abrir mão de seus confiáveis BlackBerries, analistas dizem que um movimento puxado pelos funcionários possa estar em curso, especialmente em empresas de pequeno e médio portes. A situação envolve pessoas que já adquiriram iPhones para uso pessoal e agora pressionam suas empresas a criarem sistemas que os utilizem.
“Não vejo muitas empresas dispensando o BlackBerry”, disse Jack Gold, fundador do grupo de pesquisa J.Gold Associates. “Mas vejo mais empresas criando sistemas que permitam incluir o iPhone.”
Gold estima que entre 15 e 20 por cento dos compradores de iPhones usarão os aparelhos para fins de negócios. “Trata-se de pessoas que compraram esse celular porque quiseram e ai levaram o aparelho para suas empresas e pediram para usar ele no trabalho ou descobriram usá-los nas redes de suas empresas.”
A Apple vendeu 6,9 milhões de unidades do iPhone 3G no trimestre encerrado em setembro, ante 6,1 milhões de unidades do BlackBerry vendidas. Ainda que haja expectativa de que a desaceleração na economia mundial prejudique a venda de iPhones, a estréia forte do aparelho impressionou o setor.
A Apple disparou sua primeira salva na batalha pelos mercados empresariais em março, quando anunciou que o iPhone 3G incorporaria o Microsoft Exchange para funções de email corporativo, bem como outros padrões novos de segurança.
Na época, empresas importantes como Genentech, Nike e Walt Disney anunciaram que aceitariam o iPhone em suas redes. A Genentech informou que forneceria três mil aparelhos aos seus funcionários.
Ainda assim, ninguém duvida de que o BlackBerry continue no controle do mercado empresarial. A Apple enfrentará problemas para penetrar em setores como o de finanças e o governamental, que têm exigências de segurança superiores, dizem analistas.
Enquanto isso, a RIM está fazendo seu próprio esforço na direção contrária. O celular inteligente Storm, que ainda não foi lançado pela companhia, tem tela sensível a toques e é apontado por especialistas como modelo atraente para consumidores.






