Um grupo de criminosos invadiu a Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Botucatu, no interior de São Paulo, na manhã desta segunda-feira (10) e antes de sair explodiu o prédio. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), os oito homens entraram no imóvel da Rua Rodrigo Lago, na Vila Padovan, após arrombar o local e levaram dois cofres.
De acordo com o boletim de ocorrência, o grupo chegou à delegacia em uma caminhonete S-10 preta. Além de destruir os computadores da unidade e de queimar documentos, como inquéritos, livros e objetos apreendidos, os suspeitos danificaram duas viaturas da polícia por conta da explosão causada pela dinamite. Ninguém ficou ferido. Os cofres roubados, segundo a SSP, continham armas, munições e drogas apreendidos pela polícia.
| Fotos: Agência Estado | |
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SUSPEITAS – A polícia suspeita que o ataque a uma delegacia da Polícia Civil em Botucatu, a
O delegado seccional Tadeu Campos de Castro disse que a ação foi uma represália contra a ação da polícia. “Prendemos traficantes fortes e apreendemos muita droga”, disse. De acordo com o delegado Valdomiro Milanezzi, do Departamento de Inteligência da Polícia Civil, a ação foi planejada. Os criminosos tiveram o cuidado de desligar e remover a central de alarme com monitoramento à distância.
Depois arrombaram a porta e abriram o cofre onde estavam seis quilos de cocaína pura, 20 quilos de pasta base para cocaína e crack e 100 quilos de maconha prensada. Outro cofre, onde eram guardadas munição e armas, como pistolas automáticas e submetralhadoras, foi colocado no veículo utilizado pelos bandidos. Segundo a polícia, quando eles saíram, ocorreu a explosão.
Paredes, lajes e o telhado ruíram, atingindo também a residência vizinha. Uma equipe do Esquadrão Anti-Bombas da Polícia Militar, especializado em ações com explosivos, coletou vestígios de explosivos e gasolina no interior da casa, que sofreu também um princípio de incêndio. Duas viaturas policiais ficaram danificadas.
O delegado titular da Dise, Carlos Antonio Julião Filho, disse que as suspeitas iniciais recaem sobre um grupo que controlava o tráfico de drogas na cidade e cujos principais integrantes foram presos. Depois de várias baixas, o grupo que agia de forma isolada se uniu ao PCC.
Alguns dos líderes da organização na região também estão presos e podem ter planejado o ataque do interior de penitenciárias, segundo o delegado titular da Dise. “A impressão que nós temos é que a intenção deles era na verdade subtrair as drogas apreendidas, armas de fogo, munição, e causaram a explosão para acabar de destruir a delegacia”, afirmou.
Em razão do atentado, a Secretaria da Segurança Pública colocou em alerta todas as unidades policiais no Estado. Inicialmente, havia temor de que ocorressem outros ataques às unidades policiais, como a onda de ações desencadeada há dois anos pelo PCC. Mais tarde, o delegado seccional considerava que a ação visava unicamente àquela delegacia.







