Os estudantes dos cursos de Medicina, Farmácia e Enfermagem, do Campus Dona Lindu, da Universidade Federal de São João Del-Rei, completam nesta quinta-feira (6) o oitavo dia da greve iniciada no dia 29 de outubro. Eles reivindicam a construção do terceiro piso para ampliar o número de salas de aulas, aparelhamento de todos os laboratórios, contratação e efetivação de professores e a suspensão do vestibular marcado para 2009. Eles alegam que a atual estrutura da universidade não comportaria novos alunos. Ainda de acordo com os grevistas, atualmente há apenas 13 professores e acrescentam que as salas de aulas existentes hoje já não comportam nem mesmo o atual corpo estudantil da escola.
A segunda tentativa de se colocar fim ao movimento foi feita na manhã desta quarta-feira (5). Na segunda-feira (3), a Comissão Especial da Câmara Municipal, nomeada para acompanhar e tentar intermediar um entendimento, reuniu estudantes e representantes da universidade, porém o encontro terminou sem nenhum acordo prático. Na manhã desta quarta-feira (5), o reitor da universidade, Helvécio Luís Reis, manteve o primeiro contato direto com os alunos em greve. O encontro aconteceu na universidade federal e dele também participaram o diretor do Campus Dona Lindu, professor Eduardo Sérgio da Silva, além de representantes do corpo docente da escola.
Mais uma vez, não houve solução. De acordo com o estudante de Enfermagem, Luiz Gustavo, da comissão de imprensa dos grevistas, foram feitas as mesmas promessas anteriores, como o início da construção do terceiro piso e a contratação de novos professores para 2009. “Isso tudo agente já ouviu e nós queremos é proposta concreta”, disse Luiz Gustavo. Ainda segundo ele, após a reunião com o reitor os estudantes decidiram manter a greve.
O diretor do Campus Dona Lindu, Eduardo Sérgio da Silva, conversou na manhã desta quinta-feira (6) com o Divinews.com. Ele disse que o encontro desta quarta-feira foi mais uma prova de que a universidade está aberta ao diálogo e acrescentou que não há mais nada a oferecer aos estudantes. “O que eles querem demanda tempo, não pode ser feito da noite para o dia”, disse ele. Eduardo Sérgio afirmou ainda que “as pesquisas continuam e nós estamos aqui, abertos ao diálogo e prontos para oferecer as aulas”.
Eduardo Sérgio da Silva afirmou também que há o risco dos estudantes em greve perderem o semestre. “Se eles decidiram continuar a greve, correm o risco de perder o semestre”, disse ele. “Não temos prazo suficiente para reposição das aulas por um período muito longo”, finalizou. O ano letivo da universidade federal termina no dia 18 de dezembro.




