A crise financeira internacional ainda não alterou os projetos de investimentos da Petrobras – ao contrário da Vale, que anunciou na semana passada um corte de 30 milhões de toneladas na produção de minério de ferro. Mas a preocupação com a turbulência mundial levou ontem o presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, a falar aos funcionários em rede interna de TV, pedindo colaboração no corte de despesas consideradas menos urgentes “para que no médio prazo a companhia esteja ainda mais fortalecida”.
Por dez minutos, por volta das 14h, Gabrielli fez comentários tranqüilizadores sobre a saúde econômica e financeira da Petrobras em seu futuro próximo, mas pediu aos funcionários uma “otimização de custos” na empresa neste momento. Sem falar diretamente sobre corte ou contenção, o executivo utilizou mais o termo “cooperação”, citando uma preocupação quanto à crise internacional e seus efeitos sobre as finanças das empresas de maneira geral.
Uma fonte da área de Recursos Humanos revelou que havia expectativa, pouco antes da transmissão, de um anúncio oficial de redução nos gastos com viagens, participação em feiras internacionais e até mesmo a suspensão de cursos fora da companhia que não sejam muito importantes. Gabrielli não fez o anúncio, embora as orientações já estejam sendo adotadas nas gerências da estatal, como ocorre em outras empresas, que buscam evitar os efeitos da crise.






