A fusão dos bancos Itaú e Unibanco, anunciada nesta segunda-feira (3) criará um conglomerado situado entre as 20 maiores instituições financeiras do mundo e o maior do Hemisfério Sul, com um ativo superior a R$ 575 bilhões, sendo R$ 396,6 bilhões do Itaú e R$ 178,5 bilhões do Unibanco.
O patrimônio líquido previsto com a fusão será de cerca de R$ 51,7 bilhões, segundo a Comissão de Valores Mobiliários. A nova empresa terá cerca de 4,8 mil agências e postos de atendimento ao público, o que representará 18% da rede bancária do país, e 14,5 milhões de correntistas, ou 18% do mercado. O novo banco representará 19% do volume de crédito do sistema brasileiro.
Embora a negociação tenha sido antecipada ao governo brasileiro, é de causar estranheza a falta de informações locais. Em Divinópolis, os gerentes das agências Unibanco e Itaú, se negam a falar com a imprensa a respeito da fusão. Pelo menos esta foi a posição do gerente geral da agência Unibanco, em conversa com a reportagem do Divinews.com. “Nós não estamos autorizados a conceder informações”, foi o que disse o gerente que se identificou apenas como Edmilson. No Itaú, a situação foi semelhante. As agências não quiseram detalhar quais foram as orientações que já receberam da nova administração, se negando, inclusive, a falar sobre os ativos aplicados por correntistas e poupadores locais.
Para buscar informações sobre o que pode acontecer em termos municipais, o Divinews.com recorreu à assessoria de imprensa
DEMISSÕES – Alguns sindicalistas temem prováveis demissões e até fechamento de agências com a fusão. Em Divinópolis, são três agências do Banco Itaú, porém a gerência local não fala sobre esse assunto.
Para o presidente do Sindicato dos Bancários do Rio Grande de Sul, Juberlei Baes Bacelo, o maior temor é que a fusão feche agências que funcionam em endereços próximos. “O ideal é que as duas marcas sejam mantidas para evitar que agências dos bancos que funcionam uma perto da outra sejam fechadas e colegas venham a ser demitidos”, disse Bacelo.
Ele mostrou-se preocupado com o fato de a fusão também concentrar a atividade bancária nas mãos de poucos grupos financeiros. Para ele, o surgimento de um monopólio no setor poderá prejudicar os clientes. “A falta de competitividade provocada pelo monopólio pode provocar o aumento das tarifas com prejuízos para os usuários.”
Juberlei Bacelo, que é membro da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), disse que a entidade deve se reunir nos próximos dias para saber que medidas adotar na defesa dos funcionários do Itaú e Unibanco, para que não venham ser prejudicados com a fusão.






