Dirigido por Carlos Alberto Parreira, o Brasil, que buscava o sexto título, foi eliminado pela França nas quartas-de-final – derrota por
Em entrevista nesta segunda-feira ao programa Bem Amigos, do Sportv (canal pago), Ronaldo admitiu ter errado ao se apresentar muito acima do peso, mas condenou principalmente a preparação da seleção em Weggis, na Suíça.
“Temos que colocar a responsabilidade de cada um. Eu assumo a minha, o técnico assume a dele. A minha foi ter me apresentado fora de forma”, disse Ronaldo, que chegou com quase
À época, a agência Kentaro pagou cerca de US$ 2 milhões à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para levar a seleção para a Suíça e vender em Weggis ingressos e placas publicitárias nos treinos.
“Todo dia, de manhã, de tarde, tinha 15 mil pessoas gritando no nosso ouvido. Tinha que passar todo dia no corredor da imprensa sem ter uma proteção. Continuamos tentando manter o foco”, recordou Ronaldo, que em 2006 marcou três gols e tornou-se o maior recordista da história: 15 tentos em Mundiais, contra 14 do alemão Gerd Muller.
“Não tivemos uma estrutura que nos protegesse e cada deslocamento durava mais de uma hora. Faltou uma certa organização – até o hotel da seleção foi invadido. Não vi ninguém falar que a preparação foi uma droga. Não podia mesmo dar certo”, analisou. “É aquela coisa: quando perde, a culpa é dos jogadores. Quando ganha, aparece um monte de gente junto na foto, como foi em 2002 (Japão)”, disse o atleta, sem citar nenhum nome.
Em recuperação no Flamengo – o atacante não atua oficialmente desde 13 de fevereiro deste ano, quando se lesionou no empate por
“Sou um soldado ferido, em recuperação, mas não morto. A seleção faz parte da minha vida, tenho uma história incrível, de muitas conquistas e também muitas derrotas. Mas para voltar preciso ter um clube, voltar a jogar bem. Não vou ser convocado pela minha história, pelo meu patrocinador, como muitos já falaram”, disparou.
“Estou fazendo um grande sacrifício e sonho com a seleção sim”, emendou o camisa 9, que disputou as Copas de 1994 (Estados Unidos), 1998 (França), 2002 (Coréia/Japão) e 2006 (Alemanha).
O clube da Gávea pode mesmo ser o destino do centroavante. “É um sonho antigo e todos sabem disso. Sempre fui torcedor do Flamengo. Mas preciso estar muito bem para merecer vestir a camisa do time. Ele está na ‘pole position’. Tem o lado da parte financeira também. As duas partes vão ter que abrir mão de muitas coisas, só que isso pode ser conversado”. Torcedores rubro-negros já criaram o “Fica Ronaldo”, e o jogador elogiou durante o programa Obina e Ronaldo Angelim.





