A candidatura de Márcio Lacerda (PSB) à prefeitura de Belo Horizonte, é uma aliança informal do PT com o PSDB do governador Aécio Neves.
No primeiro turno Rogério Corrêa e um grupo de dissidentes petistas – entre eles o ex-prefeito de Betim, na região metropolitana de BH, Jésus Lima, e o superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no estado, Marcos Helênio – integraram a campanha de Jô Moraes (PCdoB), que ficou em terceiro lugar na disputa. No segundo turno, o mesmo grupo acompanhou a escolha da candidata comunista e declarou apoio a Leonardo Quintão (PMDB). Rogério Corrêa justificou sua posição e a de outros companheiros por integrarem uma corrente denominada “coerência petista”, preocupada com as bases históricas do partido. O descontentamento maior é com o prefeito petista da capital mineira Fernando Pimentel (PT).
Além dos petistas que apóiam adversários de Lacerda, políticos mineiros de destaque no partido preferiram manter distância dos palanques de BH, também por não referendarem a aproximação com o PSDB. O ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, ex-prefeito da capital, e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Luiz Dulci, se encontram nesta situação.
Em sua construção a aliança PT-PSDB em BH sofreu resistências internas nas duas legendas. Os caciques que a protagonizam se referem a ela como um gesto de desprendimento pessoal em benefício da cidade. Mas o pano de fundo é a eleição de
O deputado federal petista Virgílio Guimarães, coordenador geral da campanha Lacerda, admite que será necessário um esforço de reaproximação para unificar o partido. “As divergências sempre existem no PT, são normais no jogo democrático, e tem de ser encaradas com equilíbrio. Após as eleições, vamos procurar sentar, conversar e resolvê-las, o quanto antes”, afirmou Virgílio à Agência Brasil, em entrevista concedida no início da semana.





