A função do satélite da Índia é examinar a distribuição mineral e química do satélite natural da Terra e criar um atlas dimensional da superfície lunar.
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O lançamento, realizado no Centro Espacial Satish Dhawan, na costa sul do país, é considerado um passo importante para a Índia na corrida espacial entre os países asiáticos, da qual também fazem parte a China e o Japão. O custo estimado da missão, batizada de Chandrayaan-1, é de US$ 78 milhões (R$175 mi).
MISSÃO – A espaçonave foi projetada pela Organização Indiana de Pesquisa Espacial (Isro). O satélite será alimentado por um painel solar que gera cerca de 700 Watts. Entre os 11 instrumentos a bordo da Chandrayaan-1, cinco foram produzidos na Índia e seis em outros países.
Entre os instrumentos indianos está uma sonda de 30 quilos, que será lançada pelo satélite para examinar a superfície e a atmosfera lunar. “Chandrayaan-1 tem uma combinação competitiva de instrumentos e trará benefícios à ciência”, disse Barry Kellet, cientista do Laboratório Rutherford-Appleton, na Inglaterra.
Entre os principais objetivos da missão será detectar hélio-3, um isótopo do elemento químico hélio bastante raro na Terra, mas com grande potencial para se tornar uma importante fonte de energia no futuro.
Além disso, a missão deve ainda mapear a abundância de elementos na crosta lunar para ajudar a responder questões importantes sobre a origem e evolução do único satélite natural da Terra.
Segundo os cientistas, ao analisar a distribuição de magnésio e ferro nas rochas lunares, por exemplo, seria possível confirmar se a Lua já foi coberta por um oceano de magma.
ÁSIA – Além da Índia, os países China, Coréia do Sul e Japão estão de olho no mercado dos lançamentos comerciais de satélites e consideram seus programas espaciais como um símbolo importante da estatura internacional do país e de seu desenvolvimento econômico.
Mas os esforços do governo indiano na corrida espacial foram bastante criticados. Muitos consideram o programa como um desperdício de recursos em um país onde milhões de pessoas não tem acesso a serviços básicos.






