A escolha do árbitro carioca Wagner Tardelli para comandar o clássico de domingo contra o Atlético não agradou em nada ao vice-presidente de futebol celeste, Zezé Perrella. O dirigente lembrou que este será o primeiro jogo do Cruzeiro em que ele trabalhará após uma polêmica atuação em derrota para o Santos, há pouco mais de um ano, no Mineirão.
O Cruzeiro foi derrotado por 1 x 0, em 3 de outubro de 2007, com gol do zagueiro Adaílton, marcado após o término dos minutos de acréscimos assinalados por Wagner.
"Foi com muita estranheza que nós recebemos a indicação desse juiz para o jogo. Foi o mesmo juiz que no ano passado, no jogo contra o Santos, aos 47 min, deixou de dar uma falta a favor do Cruzeiro no Kerlon e deu dois minutos de acréscimo só. Aos 48 min, ele deu uma falta a favor do Santos e o Cruzeiro tomou um gol", afirmou Perrella.
A atuação de Tardelli gerou a publicação de um editorial no Site Oficial, protesto na Comissão de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), e o veto informal ao árbitro. À época, o Santos era comandado pelo também carioca Vanderlei Luxemburgo, hoje no Palmeiras, o que gerou e gera mais suspeitas.
"Todo mundo sabe da relação de amizade do Tardelli com o Vanderlei Luxemburgo. Eu acho estranho, depois que esse juiz ficou vetado por nós. Sem veto oficial, mas em função das declarações dele de que iria me processar no Rio de Janeiro por calúnia e difamação. Não processou nada, pipocou, mas eu tenho muito medo muito medo de ele prejudicar o Cruzeiro em função disso. Ele não gosta do Cruzeiro. O juiz fica um ano sem apitar um jogo nosso e justamente num clássico, que interessa diretamente ao Palmeiras do Vanderlei Luxemburgo, colocam esse juiz, é no mínimo muito estranho", protestou.
Perrella já conversou sobre o assunto com o presidente da Comissão de Arbitragem, Sérgio Corrêa, e manifestou preocupação quanto ao desempenho de Tardelli no domingo. O dirigente não foi processado, mas crê que a animosidade criada pode ser prejudicial.
"Eu falei com o Sérgio Corrêa da nossa preocupação e do desafeto pessoal. Ele não gosta de mim, não sei se do Cruzeiro. Um cara que disse que ia processar um dirigente e não fez nada mostrou que não é homem. Não fez nada daquilo que ia fazer. Ele obviamente pode querer se vingar. Eu não confio nesse juiz e acho que o Sérgio foi muito infeliz. Fiz o protesto e estou de orelha em pé. Tenho muito medo que ele venha a prejudicar o Cruzeiro. Tomara que não aconteça, mas, se acontecer, já fica avisado", concluiu.
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