O relatório, que marca o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, afirma que 16% dos europeus estavam ameaçados pela pobreza no mesmo ano.
“A pobreza em situação de trabalho é uma questão cada vez mais preocupante na maioria dos Estados membros. Em 2006, 8% dos cidadãos da União Européia com emprego viviam abaixo do limiar da pobreza, enfrentando dificuldades em participar plenamente da sociedade”, diz o documento, que define o limiar da pobreza como os rendimentos abaixo de 60% do salário médio do país.
O estudo mostrou que a taxa de trabalhadores na pobreza variava segundo o país, chegando a 4% na República Tcheca, Bélgica, Dinamarca, Países Baixos e Finlândia, 13% na Polônia, e 14% na Grécia.
A pobreza em situação de trabalho estava associada a salários baixos, baixa qualificação, emprego precário e, muitas vezes, a trabalho voluntário.
O relatório da Comissão Européia ainda afirma que 9,3% dos europeus em idade ativa (dos 18 aos 59 anos) moravam em residências onde nenhum dos moradores estava empregado.
POBREZA INFANTIL – As famílias com crianças são, geralmente, as mais afetadas pelo desemprego no bloco, levando o estudo a concluir que as crianças são as que mais correm risco de pobreza na União Européia.
Segundo o relatório, o risco de pobreza entre crianças ocorre em todos os países da União Européia, com exceção dos nórdicos, Grécia, Chipre e Eslovênia.
Os principais fatores que afetam a pobreza infantil são a situação no mercado de trabalho dos pais e a eficácia da intervenção governamental através de benefícios sociais.
O estudo indica que os benefícios sociais diminuíram o risco de pobreza em até 38% em média em todos os países da União Européia.
O documento, no entanto, também registrou avanços no nível de emprego entre as pessoas mais velhas. Em 2007, 45% desses trabalhadores estavam trabalhando, em comparação a 37% em 2001.
Ainda segundo o relatório, a expectativa de vida no bloco aumentou nos últimos 20 anos. Em 2006, o tempo médio de vida para os cidadãos do bloco era de 82 anos para mulheres e 76 anos para homens, um ganho de quatro e cinco anos, respectivamente nas últimas duas décadas.
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