O TJ-MG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais) suspendeu a construção da nova sede do Judiciário mineiro, que deveria custar mais de R$ 500 milhões. O motivo foi a atual crise financeira mundial que, segundo o presidente do tribunal, desembargador Sérgio Resende, traria gastos superiores ao planejado inicialmente.
Em coletiva realizada nesta quarta-feira (15), o presidente do tribunal mineiro afirmou que o Comitê Estratégico fez um levantamento e chegou à conclusão que “era impossível a continuidade das obras”.
| OBRAS PARADAS | |
| Fotos: Leonardo Ribeiro | |
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| Acima, a sede atual do Tribunal de Justiça de Minas e, abaixo, a maquete da nova sede, cujas obras foram paralisadas |
A construção da sede no Barro Preto, que abrigaria toda a segunda instância de Minas, foi orçada em 2006 em R$ 368 milhões. No entanto, com o aquecimento do setor de construção e o aumento dos custos, o valor estimado atual é de cerca de R$ 519 milhões, mais R$ 30 milhões com mobiliário.
De acordo com Sérgio Resende, a construção inviabilizaria investimentos em outras obras urgentes, na área de informática e nas comarcas de primeira instância. Além disso, comprometeria as finanças das próximas gestões. “Muitos acham que eu tive coragem para parar, mas eu tive medo de prosseguir”, afirmou o presidente. E acrescenta: “Se insistíssemos em continuar a obra, correríamos o risco de parar a construção no meio do caminho, o que seria muito pior”.
A equipe do TJ-MG, hoje abrigada na unidade Francisco Sales, será transferida para o imóvel localizado no bairro Luxemburgo. De acordo com o presidente do TJ de Minas, o terreno onde seria construída a nova sede será reaproveitado, não havendo, assim, perdas financeiras.
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