A crise econômica mundial, que vem derrubando as bolsas desde o início da semana, voltou a deixar o mercado financeiro agitado nesta sexta-feira. As bolsas da Ásia, onde já é noite de sexta-feira, teve um dia de quedas históricas. No Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo, Bovespa, já teve que interromper o pregão, logo no início da abertura dos negócios.
A Bolsa de Valores de São Paulo acionou o circuit breaker às 10h35, ao atingir queda de 10,19%, com 33.303 pontos. Ao abrir o pregão, às 10h a queda era de 0,01%, seguindo a tendência de baixa dos mercados asiáticos, europeus e norte-americano. Por volta das 10h27, a baixa atingia 9,33%, com o Ibovespa em 33.620 pontos.
O dólar comercial também disparou e já está cotado a R$ 2,275, com alta de 3,27%.
O circuit breaker é um mecanismo acionado toda vez que o pregão apresenta queda de 10% ou mais. Consiste em suspender os negócios por 30 minuto, de modo a acalmar os investidores.
O Banco Central voltou a atuar no mercado à vista de dólar, em meio à alta da moeda e a crise financeira internacional que abala as bolsas de valores no Brasil e em outros países. Foi realizado hoje mais um leilão de venda direta de dólares. Quando faz esse tipo de operação, o BC não informa quanto coloca no mercado. A taxa do leilão foi de R$ 2,2750.
O Banco Central comunicou que hoje será realizado mais um leilão de swap cambial, com valor aproximado de US$ 800 milhões. Assim, o BC injeta mais dólares no mercado com o objetivo de reduzir ainda mais a cotação da moeda norte-americana. O swap cambial é a venda de dólares no mercado futuro por meio de contratos que trocam o rendimento em juros pela oscilação da moeda americana.
O BC só voltou a atuar com a venda direta depois do agravamento da crise financeira internacional. Desde 13 de março de 2003, início do governo Lula, o BC não fazia esse tipo de venda.
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