Bancários em greve fecham a semana com 12 agências paralisadas em Divinópolis

Publicado por: suporte

Sem negociação com os banqueiros, a greve dos bancários vai continuar. A população já começa a enfrentar algumas dificuldades, já que vários serviços não podem ser realizados no auto-atendimento. Há também a questão ligada aos trabalhadores, que precisam de atendimento na Caixa Econômica Federal, a mais atingida pela paralisação em todo o país. Nesta sexta-feira (10) a Caixa anunciou a prorrogação para a assinatura dos contratos do Programa de Financiamento Estudantil (Fies) em função da greve.

Em Divinópolis, o Sindicato dos Bancários avalia como muito positivo o movimento. A greve fecha a semana na cidade com 12 agências totalmente paralisadas pelo movimento grevista.
 
De acordo com o Sindicato, somente as duas agências do Bradesco funcionaram na sexta-feira em Divinópolis, em função de uma liminar concedida pela Justiça Foram totalmente paralisadas duas agências do Banco Itaú, três do Banco do Brasil, três da Caixa Econômica Federal, além dos bancos Mercantil, Unibanco, HSBC e Santander.
 
Os bancários de Divinópolis realizam assembléia na manhã desta segunda-feira (13) para avaliar o movimento. Segundo Tarcísio Martins, diretor do Sindicato da classe na cidade, a categoria seguirá orientação nacional. “Enquanto houver a paralisação nacional, a greve continua em Divinópolis”, disse ele.
 
De acordo com a coordenação nacional do movimento, a greve, deflagrada na quarta-feira (8), cresceu em todo o país. Segundo a Contraf (Confederação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, ligada à CUT), mais de 4.300 agências de todos os bancos estão paradas nos 27 Estados brasileiros.
 
Os bancários rejeitaram na semana passada proposta de reajuste de 7,5% apresentada pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), por considerá-la insuficiente e não condizente com a alta rentabilidade do setor. Pela proposta, a PLR (participação nos lucros e resultados) seria inferior à paga no ano passado.
 
As principais reivindicações dos bancários são: 5% de aumento real (a proposta da Fenaban é de 0,35%); valorização dos pisos salariais; aumento do valor e simplificação da distribuição da PLR (Participação nos Lucros e Resultados); vale-refeição de R$ 17,50; cesta-alimentação equivalente a um salário mínimo (R$ 415); fim das metas abusivas e do assédio moral; mais segurança nas agências; mais contratações.
 
Aderiram à greve os bancários dos Estados do Acre, Rondônia, Ceará, Alagoas, Piauí, Mato Grosso, Espírito Santo, Paraíba, sul do Rio de Janeiro, além das capitais São Paulo (SP), Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Florianópolis (SC) e Porto Alegre (RS)(nesta última, exceto Banco do Brasil e Banrisul). Seguem em greve desde a semana passada: Pernambuco, Pará, Amapá, Maranhão, Rio Grande do Norte, Sergipe, Brasília (DF) e Salvador (BA).
 
FIES – A greve dos bancários exigiu que fosse prorrogado o prazo para assinatura dos contratos do Programa de Financiamento Estudantil (Fies) para os bolsistas do Programa Universidade para Todos (ProUni). Os estudantes tinham até esta sexta-feira (10) para comparecer às agências da Caixa Econômica Federal e formalizar os contratos, mas a data foi adiada em função da greve dos bancários.
O prazo continuará suspenso até o fim da greve, e deverá ser prorrogado pelo mesmo período em que ela durar. O Fies é destinado a estudantes da graduação no ensino superior que não têm condições de arcar integralmente com os custos de sua formação.
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