As prisões, feitas nos últimos sete dias, são parte de uma longa operação que começou em julho do ano passado e que, segundo informações inicias, contou com ajuda da polícia brasileira.
Milhões de imagens de crianças foram apreendidas em uma série de batidas em todo o país, que revelaram também uma rede que abrange 75 países.
A polícia diz que dois dos detidos estavam usando seus próprios filhos para produzir material pornográfico. Outras 96 pessoas foram indiciadas por possuir e distribuir pornografia infantil.
APREENSÕES – Entre os detidos – alguns deles estrangeiros vivendo na Espanha – estão bancários, porteiros e pilotos de avião.
Cerca de 800 policiais foram usados na operação, conduzindo 210 batidas em 42 províncias que resultaram na apreensão de “milhões de arquivos de vídeo e fotografias, alguns mostrando abuso extremamente cruel de menores”, segundo a polícia. Foram apreendidos também 347 discos rígidos, quase dois mil CDs e DVDs e 36 laptops.
As autoridades espanholas dizem que a investigação revelou uma grande rede internacional de pedofilia envolvendo 18 mil endereços de IP no mundo. Essas pistas serão agora seguidas através da Interpol, a rede policial internacional.
A operação eleva para 1,2 mil o número de pessoas presas por pornografia infantil na Espanha nos últimos cinco anos.
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