Exército faz primeiras prisões na Operação que visa garantir as eleições no Rio

Publicado por: suporte

Duas pessoas foram flagradas usando drogas na comunidade de Amarelinho, em Irajá, zona norte da capital, e encaminhadas para a delegacia da Pavuna, na mesma região.

Embora a Operação Guanabara tenha sido criada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para combater crimes eleitorais e não para exercer atividades na área de segurança pública, o porta-voz do Exército, coronel André Luiz Novaes, informou que “sempre que houver algum ilícito” os militares vão intervir.
 
“A operação não é de segurança pública, [o Exército] está ali para dar segurança ao processo eleitoral. Mas, nos casos em que houver um tipo de ilícito como esse, uso de droga, alguém armado, alguém ameaçando, nós vamos agir como agimos hoje”, garantiu Novaes.
 
O coronel explicou que, segundo a lei, qualquer pessoa pode intervir no caso de flagrante delito, inclusive, os militares. “Independentemente do objetivo da operação, de haver ou não operação, se acontecer um ilícito na frente de militares, eles vão intervir como aconteceu hoje”.
 
De acordo com o porta-voz, as duas pessoas detidas na manhã de hoje em Amarelinho estavam com morteiros sinalizadores, "os mesmos utilizados pelo tráfico para anunciar a chegada da polícia, de força legais”.
 
As comunidades de Amarelinho e Acari foram ocupadas ontem (25) pelos militares, que amanhã (27) devem deixar a área. Hoje as tropas vão sair das comunidades de Lixão e Gramacho, no município de Duque de Caxias.
 
Na próxima semana, a Operação Guanabara segue para as comunidades do Morro do Salgueiro, em São Gonçalo, e do Complexo do Alemão, e para a Vila Cruzeiro, na zona norte da capital.
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