Pesquisa mostra que quase 60% já definiram voto para prefeito

Publicado por: suporte

A pesquisa CNT/Sensus, divulgada nesta segunda-feira (22), mostra que 59,8% dos entrevistados informaram que já estão com o seu voto definido para prefeito e que não vão mudar. Outros 17% disseram ter preferência por algum candidato, mas que ainda podem mudar seu voto e 19,9% estão indefinidos. O levantamento mostra ainda que 46,6% dos entrevistados disseram que votariam no atual prefeito se as eleições fossem hoje, e 44,2% afirmaram que não votariam no prefeito atual de sua cidade.

A pesquisa revela também que 35,9% dos entrevistados estão acompanhando as eleições de outubro com muito interesse, 40,6% com interesse médio e 21,5% disseram não ter interesse pelo pleito. A CNT/Sensus mostrou ainda que 48,9% consideram mais importante que o candidato seja um bom administrador, enquanto 18,8% analisam as propostas. Outros 18,2% acham importante que seja um bom político e 11% avaliam as qualidades pessoais do candidato.
 
A pesquisa mostra ainda que 40,4% dos entrevistados esperam que o próximo prefeito garanta a execução dos serviços públicos. Já 33,1% esperam que ele trabalhe na geração de empregos e 17%, no combate à violência. Os entrevistados informaram ainda que os debates eleitorais (29,5%) e os programas políticos (25,6%) no rádio e na TV são os que mais pesam na escolha do candidato a prefeito. Outros 23,3% responderam que consideram mais importante o contato pessoal e 10%, os comícios.
 
PROGRAMAS SOCIAIS – A pesquisa revela ainda que 75,3% dos entrevistados votariam, nas próximas eleições, nos candidatos do governo para manter a continuidade dos programas sociais, enquanto 13,6% disseram que não votariam neles. Foi de 9,6% o total dos que responderam que "depende", ou "talvez". Entre os entrevistados, 49,7% disseram conhecer pessoas beneficiadas por programas sociais, 15,9% informaram que recebem o benefício e 33,3% afirmaram não conhecer pessoas beneficiadas pelos programas sociais.
 
EMPREGO E SAÚDE – Ainda de acordo com a pesquisa CNT/Sensus, os brasileiros consideram que houve uma melhora em relação às chances de emprego e aos serviços de saúde nos últimos seis meses. O levantamento indica que houve uma estabilidade no sentimento dos cidadãos em relação à educação e à segurança pública, enquanto diminuiu o número de entrevistados que consideram a renda mensal melhorou nos últimos seis meses. Dos 2 mil entrevistados pelo Instituto Sensus, 52,9% afirmaram que a empregabilidade melhorou, 26,6% responderam que se manteve na mesma e 16,9% disseram que as condições pioraram.
 
A sondagem mostra que aumentou de 23,9% para 30,3% o total de pessoas que consideram que a saúde melhorou no País, diminuiu de 47,8% para 36,3% o número dos que consideram que houve uma piora e 32,4% acham que as condições do setor de saúde se mantiveram iguais nos últimos seis meses. O resultado do levantamento mostra ainda que o número de pessoas que consideram que a renda mensal aumentou nos últimos seis meses caiu de 37,8%, registrados em abril, para 36,2%, em setembro. Caiu de 21,1% para 19,8%, segundo a pesquisa, o total daqueles que acham que a renda diminuiu. E 42,7% dos entrevistados afirmaram que a renda se manteve igual nos últimos meses.
 
Em relação à educação, 43,2% acham que melhorou, 29% consideram que se manteve igual e 26,1% afirmam que piorou. Dos entrevistados, 24,4% consideram que a segurança pública melhorou nos últimos seis meses, 27,4% consideram que se manteve igual e 46,5% disseram que está pior. A CNT/Sensus revela ainda que, em relação a todos esses indicadores, houve melhora na expectativa da população para os próximos seis meses.
 
Ao responderem sobre o salário mínimo, 58,1% dos entrevistados disseram que o poder de compra, no governo Lula, é maior que nos governos anteriores, já 18,8% afirmaram que se mantém na mesma e 20,5% consideraram que o poder de compra do salário mínimo no governo Lula é menor que nos governos anteriores. A pesquisa mostra ainda que a população se deu conta do aumento da inflação: 81,1% dos entrevistados afirmaram que os preços subiram em 2008, 3,1% disseram que os preços caíram e 11,6% afirmaram que os preços se mantiveram estáveis neste ano. A alimentação foi apontada por 69,2% dos entrevistados como o item no qual sentiram a maior alta de preços.
 
A pesquisa CNT/Sensus foi realizada de 15 a 19 de setembro e ouviu duas mil pessoas em 24 Estados. A margem de erro é de 3 pontos, para baixo ou para cima.
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