A TV Bandeirantes recebeu recomendação para que respeite o direito do telespectador à informação correta. O MPF-SP (Ministério Público Federal em São Paulo) repreendeu a emissora por ter mantido a tarja de “ao vivo” enquanto era exibida no dia 14 de janeiro desse ano uma matéria gravada no programa Brasil Urgente, apresentado por José Luiz Datena.
Por iniciativa da procuradora regional dos direitos do cidadão, Adriana da Silva Fernandes, o presidente do Grupo Bandeirantes de Comunicação, João Carlos Saad foi notificado a tomar providências para que o fato não se repita.
O MPF passou a investigar o caso após reclamação feita ao Digi-Denúncia, que trazia reportagem do jornal O Estado de S. Paulo que informava que o Brasil Urgente exibiu como fato em tempo real um assalto que aconteceu no mês de agosto do ano anterior.
A emissora se defendeu afirmando que os selos “ao vivo” e “exclusivo” só apareceram enquanto a tela foi dividida entre o assalto e apresentador do programa. E afirmou que, por razões técnicas, não foi possível trocar de posição os selos ou a imagem do apresentador, este sim "ao vivo".
Mesmo assim, a procuradora estipulou em 20 dias o prazo para que a emissora assegure que notícias antigas não serão veiculadas como novas. Segundo informações do MPF, o órgão considerou que por se tratar de uma concessão pública a emissora tem o dever de relatar os acontecimentos jornalísticos sem alteração da verdade ou deformação dos fatos.
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