Há uma advertência de que aqueles que permanecerem nas áreas baixas estarão expostos a "uma morte certa" O Centro Nacional de Furacões americano alertou os moradores de uma região costeira do Estado do Texas que eles devem deixar a área nesta sexta-feira, saindo da rota do furacão Ike para evitar "morte certa". O alerta foi dado para moradores da Baía de Galveston e afeta mais de um milhão de pessoas. O furacão Ike deve chegar na área na noite de sexta-feira.
"Todos os bairros e, possivelmente comunidades costeiras inteiras, vão ser inundadas durante o pico da tempestade. Aqueles que não seguirem as ordens de evacuar casas de um ou dois andares vão estar sujeitos a morte certa", afirmou o comunicado da instituição. Meteorologistas dizem que áreas costeiras podem ser atingidas por ondas de até 15 metros.
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| ONDAS GIGANTES PROVOCADAS PELO FURACÃO | |||
| (clique na foto para ampliar) | Fotos: Reuters | ||
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EMERGÊNCIA FEDERAL – O alerta foi emitido após fortes indicações de que alguns residentes na baía de Galveston estavam resistindo às ordens de evacuar. O governo texano disponibilizou mais de mil ônibus para facilitar o processo na região. Em Galveston apenas, 75 ônibus estão transportando residentes para a capital do Estado, Austin. Pessoas doentes e mais vulneráveis estão sendo transportadas para a cidade de San Antonio. Após Galveston, o furacão deve se encaminhar para Houston, a quarta maior cidade americana.
O presidente americano, George W. Bush, declarou a área do Estado do Texas como de emergência federal, permitindo que fundos possam ser liberados para lidar com a tempestade.
ESTRAGO NO CARIBE – O furacão já matou mais de 70 pessoas no Caribe. Haiti, com 66 mortos, e Cuba, com quatro, foram os locais mais afetados.
O furacão foi a terceira grande tempestade tropical a atingir o Haiti, o país mais pobre do continente, em apenas três semanas. Cerca de 550 pessoas foram mortas. A ONU fez um apelo por cerca de US$ 100 milhões para ajudar os haitianos. Os EUA prometeram US$ 10 milhões ao país. A ONU calcula que cerca de 800 mil pessoas estejam vivendo em abrigos temporários. O governo americano também ofereceu US$ 100 mil a Cuba, mas o governo cubano recusou a ajuda, pedindo que, em vez disso, os Estados Unidos vendam os suprimentos a crédito.
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