Após reprovar a atuação do time na derrota para o Santos, o técnico Adilson Batista reuniu o elenco para um bate-papo em campo antes do reino. O objetivo foi mostrar aos jogadores a importância de que todos estejam comprometidos com o objetivo comum, que é de conquistar o Campeonato Brasileiro.
Quanto a ele próprio, Adilson Batista não dá o braço a torcer. Quem viu o jogo contra o Santos, observou um time mal escalado e as substituições piores ainda. Com o time perdendo, Adilson tirou um atacante e colocou em campo um tal de Bruno, que até agora só mostrou que não é jogador para o Cruzeiro. Bruno não acerta passes, não combate, não lança, não chuta a gol. Um verdadeiro inútil em campo. O problema é que ele precisa ser escalado para justificar a indicação que foi do treinador. A diretoria do Cruzeiro faz vistas grossas às lambanças do treinador. Talvez porque esteja muito mais preocupada em com a decisão do Superior Tribunal de Justiça, que mandou quebrar o sigilo telefônico e fiscal dos irmãos Perrela (Zezé e Alvimar). Eles são suspeitos de enriquecimento ilícito na venda de jogadores.
Já Adilson Batista fala como se fosse um Vanderlei Luxemburgo. "A gente sempre conversa. Claro que em determinado momento um pouco mais rude, mostrando a realidade, a situação e os objetivos, para que na frente a gente não venha a lamentar. Não foi em função das duas derrotas, mas do comportamento fora de casa. A gente citou alguns exemplos mais no sentido da concentração que a gente quer", diz ele.
O treinador pediu aos atletas que mudem o estado de espírito. "Quero que tenham mentalidade competitiva, responsabilidade, concentração e ambição. Mostramos alguns números e algumas situações, o que deixamos de fazer e o que precisamos fazer", disse.
Sobre as medidas que citou logo após a derrota para o Santos, no domingo, de que a concentração seria antecipada e o uso de Internet e videogames seria restringido nessas ocasiões, ele preferiu não entrar em detalhes, mas reiterou que quer ver um elenco mais comprometido daqui por diante.
"Dei alguns exemplos ali, mas não vou ficar aqui enumerando. O objetivo é se concentrar no que se está fazendo, na meta traçada para o campeonato. Não dá para ficar adiando. São detalhes importantes porque você faz o treinamento, revê, mostra o vídeo. Tem que ter mais atenção para chegar no jogo e diminuir a margem de erro", comentou.
Adilson crê que o Cruzeiro precisa aumentar o índice de aproveitamento não só dos jogos fora de casa, mas também com adversários em situação ruim na tábua de classificação. O time celeste perdeu, por exemplo, para Goiás, em casa, Portuguesa e Santos, fora de casa. Para isso, ele precisa deixar de ser aprendiz e passar a ser treinador e escalar o time de forma correta.
"Deixamos escapar pontos para equipes que estavam em situação difícil. Às vezes é mais fácil você jogar no erro de um adversário que está nervoso, desesperado, ou que vai se atirar pelos três pontos. São coisas que a gente alerta. Faz parte da nossa função, você tem que agir mais energicamente. Mas o ambiente está bom, tranqüilo aqui", concluiu.
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