Candidatos a prefeito apelam para o melodrama no primeiro programa eleitoral

Publicado por: suporte

O primeiro programa eleitoral dos candidatos a prefeito foi ao ar nesta quarta-feira (20). Como conteúdo, os candidatos se apresentaram aos eleitores, falaram de suas “muitas” qualidades e, alguns, já lançaram mão de “alfinetadas” na concorrência. A família também esteve presente, porém, os candidatos sem projetos usaram fanfarronices e o melodrama como forma de convencer ao eleitor.

O primeiro programa a ir ao ar foi o do candidato do PMDB, Galileu Machado. O ex-prefeito foi o que mais apelou para o emocional do eleitor e garantiu que tem bons projetos para o município. Foi também no programa de Galileu que se deu maior espaço para o candidato a vice. O ex-deputado Francisco Gonçalves fez um longo pronunciamento, fazendo apologias ao seu mandato no Congresso Nacional. Pelo que foi apresentando, a coligação Quem Faz Está de Volta, que dá suporte à candidatura de Galileu, aposta em Francisco Gonçalves como um dos trunfos na campanha. Entretanto, pode ser um tiro no pé. Afinal, o fiasco do mandato de Gonçalves como deputado foi tão grande, que ele não conseguiu sua reeleição em 2006. As muitas trapalhadas de sua atuação como congressista, foram fatores decisivos para sua derrota. Um dos exemplos que mais irritou o eleitor de Divinópolis, foi a história da mala cheia de dinheiro que só Francisco Gonçalves viu no Congresso Nacional, na época do mensalão. Ficou claro que não havia mala nenhuma e ele criou apenas um factóide com interesse de aparecer na mídia.
 
O candidato do PSB, Rinaldo Valério, falou de sua atuação como homem público, destacou a família e sua vida profissional. Já Vladimir Azevedo deu espaço para seus pais, sua esposa e falou de sua conduta política. O deputado estadual, Domingos Sávio, o mentor da candidatura de Vladimir, fez um longo pronunciamento e foi o primeiro a lançar alfinetadas, afirmando que Divinópolis precisa em sua administração de “gente honesta e honrada para não nos envergonhar depois”.
 
O candidato do PSC, Marcos Vinícius, fez um programa mais suave, com música e um rápido pronunciamento, no qual falou de sua vida pública e de sua família. O candidato a vice, José Antônio Baião, também mereceu um bom tempo para destacar as vantagens de uma chapa apoiada pelo PT e pelo governo Lula.
 
Geraldinho Martins, sem currículo político, falou dos seus projetos, mas deu a entender que vai administrar só para os servidores públicos. Lançou 10 itens de promessas aos servidores, inclusive, já anunciando despesas, uma vez que prometeu aumento salarial e até gratificação para quem trabalhar com competência, como se isso não fosse uma obrigação do servidor. Geraldinho também lançou farpas no primeiro programa, falando de honestidade e competência.
 
Jorge Torquato, candidato do PSOL, falou de sua vida como metalúrgico e da proposta para administrar a cidade. Foi o candidato com as críticas mais contundentes e deixou claro que no transcorrer da campanha vai usar um tom mais duro contra os adversários.
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