A violência continua em Diyala apesar da melhora observada no resto do país. Milhares de policiais e soldados foram enviados à região e a província inteira está sob toque de recolher.
De acordo com o correspondente da BBC em Bagdá Jim Muir, a operação começou na madrugada. O toque de recolher foi anunciado em toda a província enquanto a polícia iraquiana e os soldados se dirigiam à capital regional, Baquba.
Um porta-voz do Exército americano no Iraque afirmou que o objetivo da operação em Diyala é procurar e destruir o que ele chamou de "elementos criminosos" e "ameaças terroristas" na província, além de eliminar o contrabando na região.
Além da operação em Baquba, soldados e policiais também realizaram buscas em áreas mais afastadas. Vários dos procurados já foram presos, de acordo com fontes da área de segurança.
OUTRAS OPERAÇÕES – Jim Muir disse que Diyala já foi palco de operações parecidas no passado, mas que todas elas foram tão divulgadas que os insurgentes tiveram tempo de escapar, reagrupar-se e voltar à região.
Esta última operação já era esperada, mas o momento de seu início foi mantido em segredo. Exército e polícia iraquiana foram trazidos de Bagdá sem divulgação, disse o correspondente.
Os soldados americanos e a polícia iraquiana conseguiram pacificar outras regiões de insurgência, como a província de Anbar, a oeste de Bagdá. Mas Diyala resiste como uma das áreas mais difíceis para as operações de pacificação.
BAGDÁ – Na capital iraquiana, Bagdá, foi instituída uma proibição do trânsito de veículos depois dos ataques suicidas da segunda-feira contra os peregrinos xiitas. Os ataques por mulheres-bomba deixaram 25 mortos.
Centenas de milhares de peregrinos xiitas continuam a avançar a pé em direção ao santuário de Kadhemia, ao norte do país, onde acontece uma cerimônia religiosa anual em homenagem a um imã xiita.
A cerimônia religiosa, que atrai milhares de fiéis, comemora a morte do imã xiita Musa al-Kadhin e irá atingir seu ápice nesta terça-feira. Muitos dos peregrinos estão caminhando há dias, vindos das áreas mais remotas ao sul de Bagdá.
Segundo o correspondente da BBC, durante esta caminhada a multidão fica mais vulnerável a ataques de suicidas, dada a dificuldade de revistar a todos, principalmente as mulheres, que portam vestimentas longas e pesadas.
Cerca de 200 policiais femininas estão em Kadhemia para realizar buscas entre as peregrinas que ingressam na área do templo. Também na segunda-feira, um outro ataque suicida atingiu um protesto da etnia curda e matou 22 pessoas.
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