Inflação britânica atinge nível mais alto em 11 anos

Publicado por: suporte

O aumento indica que a inflação agora está bem acima da meta de 2% do governo britânico e pode reduzir as possibilidades de uma redução dos juros no país.

O Banco da Inglaterra (banco central britânico) já disse que a inflação pode chegar a 4% neste ano e agora precisa equilibrar a necessidade de controlar a inflação e a procupação com o crescimento da economia.
 
O ministro do Tesouro britânico, Alistair Darling, pediu moderação nos pedidos de aumento salarial para ajudar a controlar o aumento dos preços. "Nós vimos o que aconteceu no passado quando a inflação saiu do controle e as pessoas descobriram que cada centavo conseguido em aumento salarial foi engolido pelo aumento do preço de alimentos e combustível", afirmou.
 
"Quer você esteja no setor privado ou público, quer você esteja na diretoria ou no piso de uma loja (como vendedor), nós não podemos permitir aumentos salariais inflacionários porque isso significaria que todos, especialmente pessoas com rendimentos mais baixos, sofreriam", acrescentou o ministro.
 
CRÍTICAS – O Partido Conservador e o Partido Liberal Democrata, ambos de oposição, criticaram a eficiência do primeiro-ministro Gordon Brown, do Partido Trabalhista, quando esteve à frente do Tesouro anteriormente.
 
"A inflação agora é mais do dobro do índice que Gordon Brown herdou do último governo conservador", disse o porta-voz do partido para assuntos da economia, George Osborne, que também acusou Brown de "encolher os ombros" diante dos problemas econômicos.
 
"Gordon Brown agora enfrenta as conseqüências de anos de inatividade em relação ao endividamento pessoal e à bolha insustentável do mercado imobiliário", afirmou o porta-voz liberal democrata, Vince Cable, que acusou o primeiro-ministro britânico de ter "dormido ao volante".
 
Alimentos e bebidas não-alcoólicas foram os principais fatores que contribuíram para o aumento da inflação, com os preços subindo a um ritmo recorde de 9,5% em junho em relação ao mesmo mês do ano anterior. Em comparação a maio, os mesmos produtos registraram um aumento de 2,1%.
 
O consolo que os consumidores tiveram diante do aumento nos preços destes produtos e do combustível foi uma redução no preço de roupas e calçados. Os varejistas lançaram mão de liquidações para atrair fregueses e melhorar as vendas.
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