A afirmação sobre monitoramento no gabinete de Gilmar Mendes, foi publicada na edição desta quinta-feira (11) no jornal Folha de S.Paulo. Segundo a nota, o gabinete da presidência do STF foi monitorado a pedido do juiz Fausto de Sanctis.
Na noite de quarta-feira (9), Gilmar Mendes concedeu habeas-corpus ao banqueiro Daniel Dantas, um dos presos durante a Operação Satiagraha, realizada pela Polícia Federal. Ontem (10), o banqueiro teve a prisão decretada novamente pelo juiz Fausto de Sanctis.
“Conversei com o juiz hoje pela manhã, que me falou que isso é um absurdo, conversei com o ministro Gilmar, e pedi que o Luiz Fernando [Corrêa, diretor-geral da Polícia Federal] colocasse a PF à disposição do ministro para investigar”, afirmou Tarso Genro.
Segundo Tarso Genro, legalmente um juiz federal não poderia determinar o monitoramento de um ministro do Supremo, só outro ministro da Corte poderia. “Se eventualmente, [um juiz] determinasse o [monitoramento], a PF não cumpriria, porque seria uma ordem ilegal. Tem alguém, a soldo de alguém, plantando provavelmente uma intriga”, disse o ministro.
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