Protesto contra pedágio congestiona MG-050

Publicado por: suporte

A cobrança do pedágio na MG-050, que começou no dia 13 de junho, gerou um segundo protesto dos moradores da comunidade rural do Inhame e da cidade de São Sebastião do Oeste. A manifestação é motivada pelo fato da praça de pedágio, localizada próximo ao Córrego das Colheres, ter sido instalada a pouco mais de 500 metros da estrada usada por estes moradores para se deslocarem até Divinópolis. Além disso, a Concessionária Nascentes das Gerais, que administra a rodovia, fechou uma estrada vicinal – sem autorização judicial – que era utilizada pelos moradores da região com forma de evitar o pagamento do pedágio. A primeira manifestação transcorreu de forma pacífica e aconteceu no dia 25 de junho (leia).

PROTESTO CAUSA TUMULTO NA MG-050
(clique na foto para ampliar) Fotos: Liziane Ricardo

Na tarde de sexta-feira (4) os moradores da comunidade do Inhame e de São Sebastião do Oeste realizaram o segundo protesto contra o pedágio e desta vez os ânimos ficaram exaltados. Cerca de 200 pessoas, usando nariz de palhaço, promoveram um apitaço durante toda a manifestação. A rodovia ficou fechada  por cerca de uma hora, causando congestionamento de cerca de dois quilômetros nos dois sentidos.  A manifestação foi em reivindicação do passe livre para os moradores da região e a reabertura da estrada vicinal que liga a comunidade à rodovia.

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Os moradores e sitiantes da região se sentem prejudicados com a implantação do pedágio na região, já que os custos são altos, gerando um abalo no orçamento. O comerciante Eraldo de Assis Furtado, morador da cidade de São Sebastião do Oeste diz que usa o pedágio três vezes por semana. “Gasto a quantia de R$ 19,80 por semana” disse. Segundo ele, boa parte da população de São Sebastião reclama  da instalação do pedágio, já que a cidade depende de diversos serviços em Divinópolis.
 
Quanto à estrada vicinal que foi bloqueada pela Concessionária Nascentes das Gerais, moradores da comunidade do Inhame relatam que ela existe há cerca de 100 anos e afirmam que a medida foi totalmente arbitrária.
 
Uma funcionária da Nascente das Gerais, identificada como Marcelina, esteve no local, porém se negou a dar maiores informações. “Não irei me pronunciaria em nome da Concessionária perante a imprensa”, disse ela. Marcelina disse aos manifestantes que “toda reclamação deve ser feita por escrito e será enviada para a ouvidoria da Concessionária Nascentes das Gerais”.
 
A sitiante Vanir Ribeiro, uma das organizadoras do protesto, afirmou já ter feito tal requerimento e nenhuma providência ou resposta lhe foi enviada pela empresa. 
 
Os motoristas retidos pelo congestionamento causado pela manifestação se irritaram com a situação, aumentando ainda mais o tumulto. Boa parte deles desceu dos seus veículos, para saber o que estava acontecendo. Muitos caminhoneiros que transportavam cargas e com horários a cumprir, forma prejudicados pela interrupção do tráfego.
 
Com o tumulto, a representante da Nascente das Gerais fez contato com a Concessionária por telefone, sendo orientada a convocar uma reunião com os moradores para esta segunda-feira (7), às 10h, na sede da empresa. A imprensa não terá acesso a esta reunião. A partir desta decisão, os manifestantes liberaram o tráfego. Apenas dois policiais militares estiveram no local, mesmo assim depois de uma solicitação dos motoristas que estavam presos no congestionamento. Quando os policiais chegaram, o protesto já havia terminado.
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