O condutor da escavadeira foi morto a tiros por um policial. Dezenas de pessoas ficaram feridas. Pelo menos sete estão em estado crítico.
A polícia israelense disse que o homem de 30 anos, morador de Jerusalém Oriental, aparentemente não era afiliado a nenhum grupo militante. Ele teria trabalhado em obras ao longo da rua Jaffa. O escritório do primeiro-ministro israelense Ehud Olmert descreveu o incidente como um ataque terrorista e "um ato de violência assassina e sem sentido".
O grupo palestino Hamas, através de um de seus porta-vozes, negou qualquer envolvimento com o incidente.
Jerusalém não costuma ser alvo de ataques de militantes palestinos, e o último ataque suicida de um homem-bomba na cidade ocorreu em 2004. Em março deste ano, um homem matou oito estudantes em um seminário antes de ser morto.
PÂNICO – Os policiais afirmaram que o ataque começou a partir do hotel Caesar, ao lado do escritório da BBC na cidade. O incidente gerou pânico nas imediações com centenas de pessoas correndo para tentar deixar o local. "Eu vi o motorista batendo em carros e indo para cima do ônibus…Ele queria matar quantos conseguisse", disse uma testemunha à BBC Brasil.
O guarda de segurança de um banco próximo do local disse ao correspondente da BBC que havia atirado no motorista da escavadeira, fazendo com que o veículo parasse. Mas, de repente, a escavadeira teria começado a se mover novamente.
O correspondente da BBC viu dois ou três homens dentro da cabine da escavadeira, lutando com o motorista, o que fez com que a cabine balançasse violentamente. Um policial israelense, que vestia uma camiseta azul, então subiu na escavadeira e deu um tiro na cabeça do motorista.
O jornal israelense Haaretz disse que o homem tinha uma carteira de identidade israelense e ficha criminal.
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