A informação foi confirmada pelo ministério das Relações Exteriores da Coréia do Sul à agência de notícias sul-coreana Yonhap. A Casa Branca emitiu nota dizendo que o presidente americano George W. Bush deverá suspender as sanções impostas contra o país.
Originalmente o documento deveria ter sido divulgado há seis meses, mas o governo norte-coreano vinha resistindo à sua entrega. O relatório contém detalhes das usinas atômicas norte-coreanas, porém não revela quantas armas nucleares o Estado comunista possui nem o que será feito delas.
A declaração faz parte dos esforços de desarmamento nuclear da Coréia do Norte, que está negociando com um grupo de seis países, que inclui Rússia, China, Japão, Coréias do Sul e do Norte e Estados Unidos.
SANÇÕES – A Casa Branca está disposta a retirar a Coréia do Norte da lista de países que apóiam o terrorismo, condição necessária para que o Estado comunista possa receber auxílio de organizações como o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial. No passado, o presidente George W. Bush incluiu a nação asiática no que chamou de “Eixo do Mal”, ao lado do Irã e outras forças antagônicas aos Estados Unidos.
Em meio aos esforços diplomáticos de se abrir ao Ocidente, a Coréia do Norte convidou jornalistas internacionais e oficiais do Departamento de Estado americano para testemunhar a demolição de uma torre de resfriamento do reator de Yongbyon nesta sexta-feira.
Em dezembro de 2006, o país fez um teste nuclear detonando uma bomba, o que atraiu a atenção do Ocidente para a necessidade de negociar o desarmamento do país comunista. Em fevereiro de 2007, a Coréia do Norte concordou em encerrar todas as atividades nucleares em troca de auxílio energético e alimentos.
Os Estados Unidos prometeram prover 950 mil toneladas de petróleo combustível, porém ainda não entregaram a carga. “É importante lembrar aqui que se trata de um processo passo-a-passo e ações de boa vontade serão respondidas com ações de boa vontade”, afirmou Tom Casey, porta-voz do governo americano, ao justificar o atraso.
Desde então, o país já desativou o reator de Yongbyon, mas as negociações para os próximos passos no processo de desarmamento ainda não estão completamente resolvidas.
A divulgação dos detalhes do programa nuclear da Coréia do Norte é um marco nas relações da isolada nação com o resto do mundo, mas não representa o fim do processo de desarmamento.
Entre os pontos de delicados pendentes na negociação estão a falta de informações precisas sobre o uso da tecnologia nuclear para a construção de armas e a possibilidade dessa tecnologia ter sido repassada para outros países como Paquistão e Irã. A partir de agora, as negociações de desarmamento entram em uma nova, e mais difícil, etapa.
Estados Unidos, China, Coréia do Norte, Coréia do Sul, Japão e Rússia precisam concordar a respeito do que será feito com as possíveis armas e material nuclear bélico que Pyongyang tem em estoque.
A troca dessas armas por energia não é o único item sendo negociado. O Japão espera que os norte-coreanos revelem o que foi feito das dezenas de cidadãos japoneses que foram seqüestrados pelo Estado comunista desde os anos 60.
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