O Professor Pardal Adilson Batista, eventual técnico do Cruzeiro, ficou bastante irritado com o torcedor que em coro o chamou de burro neste domingo, na vitória magra de 1X0 sobre o fraco Vasco da Gama. Ele mostrou bastante nervosismo com a torcida, que o vaiou na substituição de Jadílson para a entrada de Jonathan.
Na entrevista coletiva após o jogo, o treinador mostrou descontentamento com a situação e anunciou que fica no Cruzeiro somente até dezembro. "A torcida precisa ajudar e apoiar os jogadores que estão aqui para jogar. Eu fico aqui no clube até dezembro e depois vou embora", disse ele. Adilson explicou também o motivo da substituição do atacante Jajá por Fabinho no intervalo. Ele negou que tivesse tido uma discussão com o atacante que foi substituído. "Foi uma opção tática, eu precisava de dar mais velocidade ao time e não teve nenhum tipo de problema entre eu e o Jajá", completou o treinador.
Sobre o jogo, ele admitiu que o time não teve o desempenho necessário para uma vitória mais convincente. "A gente criou algumas oportunidades no primeiro tempo e infelizmente não fizemos. Tentamos dar um pouco mais de velocidade com o Fabinho no segundo, fizemos o gol, administramos e acho que o Cruzeiro mereceu o resultado", resumiu.
Para o treinador do Cruzeiro, os adversários do time azul jogam na retranca em Belo Horiznte. "Eles (os adversários) vêm para cá, se fecham e marcam. Nós precisamos é encontrar alternativas, soluções, tentar sair, mudar um pouco o lado e criar algumas situações", disse.
Sobre a discussão entre o meia Wagner e o volante Charles no vestiário, durante o intervalo da partida, Adilson relatou que o incidente foi contido rapidamente e não teve maiores conseqüências. "No momento eu estava junto com o Ivair (auxiliar técnico) e o Oscar (preparador de goleiros) trocando as informações do intervalo e realmente houve a discussão. Nós chegamos, controlamos. Acalmei o Charles, que sentou. Fábio, Fabrício, todo mundo passou tranqüilidade", contou.
Adilson inclusive utilizou o incidente para incentivar o time na volta a campo. "Eu trabalhei isso pelo lado positivo. Quem nunca brigou dentro de um vestiário? Às vezes acontece. Levamos pelo lado bom, está tudo resolvido. Eles se ajudaram, um passou bola para o outro. Foi solucionado", afirmou.
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