O diretor de comunicações da campanha de Obama, Robert Gibbs, disse que a reunião teve como objetivo discutir "a união partidária e das duas campanhas". De acordo com a rede CNN, foi um encontro reservado, que teve a presença apenas dos dois políticos e de assessores próximos.
A fim de se encontrar com Hillary, Obama adiou o vôo que faria para Chicago na quinta à noite, pouco após ter realizado um comício na cidade de Bristow, no norte de Virgínia. Existe forte especulação sobre a possibilidade de o senador oferecer a vaga de vice-presidente em sua chapa à rival democrata, com quem travou uma disputa de 16 meses pela indicação do partido à Presidência.
PRESSÃO PÚBLICA – Na última terça-feira, Obama atingiu a marca de 2.118 delegados necessária para conquistar a indicação. Hillary realizou um discurso no mesmo dia, no qual afirmou que não tomaria qualquer decisão naquele momento e que só comunicaria que rumo iria tomar após ter consultado líderes partidários.
Na quinta-feira, ela enviou um e-mail a seus correligionários dizendo que realizará um evento em Washington no sábado no qual irá agradecer o apoio dado por seus simpatizantes e onde irá anunciar ”um forte apoio” ao senador Obama e defender a necessidade de o partido se unir em torno do nome dele.
Nesta quinta, o diretor de comunicações da campanha de Obama, Howard Wolfson, disse que a senadora desaprova a pressão pública que vem sendo feita por alguns de seus simpatizantes para que Obama a escolha como companheira de chapa. ”Ela não está buscando a Vice-Presidência. E ninguém fala por ela a não ser ela própria. A escolha cabe única e exclusivamente ao senador Obama”, afirmou Wolfson.
Clinton disse nesta semana, em uma teleconferência com um grupo de congressistas de Nova York que a apoiavam, que estaria disposta a aceitar o cargo de vice caso recebesse uma oferta por parte de Obama.
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