O corregedor-geral da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB), informou na tarde desta quarta-feira (4) que vai pedir a cassação do mandato do deputado estadual Álvaro Lins (PMDB). Após ouvir por duas horas o deputado, o corregedor disse que sua avaliação, feita no início do depoimento, foi mantida.
Luiz Paulo Corrêa da Rocha havia dito que há indícios do envolvimento do deputado com irregularidades e que pediria a cassação do mandato.
Ao final do depoimento, o corregedor informou que encaminhará relatório à Mesa Diretora da Assembléia pedindo a cassação do mandato de Lins. "Ele [Lins] disse que eram tudo acusações, ilações, hipóteses, mas a minha convicção é de que nada se alterou. O relatório da Polícia Federal está muito consistente. Há muitos indícios de provas", afirmou Rocha.
O deputado Álvaro Lins deixou a Alerj sem dar entrevistas. O ex-chefe da Polícia Civil do Rio no governo de Anthony Garotinho é acusado de ser o chefe operacional de uma quadrilha que vendia proteção à máfia dos caça-níqueis e de corrupção na instituição que dirigiu.
O deputado estadual e ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Álvaro Lins (PMDB) prestou depoimento nesta quarta-feira em sessão fechada na Assembléia Legislativa (Alerj). Ele é acusado de ser o chefe operacional de uma quadrilha que vendia proteção à máfia dos caça-níqueis, e de corrupção na Polícia Civil. Álvaro Lins entrou por uma porta lateral da Assembléia sem dar entrevistas e foi ouvido pela Corregedoria da Casa, que avalia processo de quebra de decoro parlamentar pelo deputado.
Houve tumulto, com a manifestação da deputada estadual Cidinha Campos (PDT), que criticou o fato de não poder fazer perguntas durante o depoimento de Lins. Ela criticou a postura do corregedor-geral da Assembléia do Rio, deputado Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB), que permitiu apenas assistir ao depoimento. "Esta é a primeira vez que se proíbe um deputado de fazer perguntas. Estão protegendo bandido", disse Cidinha Campos.
"Alguns atos ilícitos foram testemunhados, outros apurados por meio de gravações telefônicas. Além disso, ele trouxe para trabalhar em seu gabinete muitos daqueles que foram indiciados em operações da Polícia Federal. A situação dele é muito difícil", disse o corregedor da Assembléia do Rio, ao confirmar que vai pedir a cassação do mandato de Lins.
Álvaro Lins foi preso na semana passada pela Polícia Federal na operação Segurança Pública S/A, mas foi solto um dia depois por decisão da Alerj, que considerou a prisão arbitrária.
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