Vencer a Libertadores não é novidade para o técnico Renato Gaúcho, do Fluminense. Em 1983, ano em que conquistou a competição pelo Grêmio, uma escada pintada no vestiário motivava cada jogador no grupo. Este ano, Renato repetiu a estratégia. Nas Laranjeiras, cada jogo é um degrau e na escada do Fluminense faltam três para o título, representado pelo desenho da taça.
Segundo Renato, o simples desenho é algo motivador e inspirador. Cada risco, cada obstáculo vencido é motivo de comemoração entre os jogadores. “Falo isso por experiência própria. Conquistei uma Libertadores assim e espero que isso se repita. É algo que mexe com o brio de qualquer um”, explicou.
Sobre jogo desta quarta-feira contra o Boca, quando o Fluminense entra com a vantagem, o treinador diz que não se pode comemorar. “O Boca é um dos maiores times do mundo e não se pode nunca esquecer disso, mas também não podemos deixar de incentivar nossos jogadores, com bastante positividade”, disse ele.
De fato, Renato conseguiu criar um sentimento positivo no grupo tricolor. Prova disso são as palavras de Washington. Para o Coração Valente, é fantástico acompanhar a evolução tricolor desde o primeiro jogo. “A gente vê como foi difícil chegar ali e fica motivado para não parar mais. Cada degrauzinho é um estímulo. Não só eu como todos aqui no Fluminense esperam chegar até o último”, afirmou o artilheiro.
O pensamento do goleiro Fernando Henrique é semelhante. Vivendo um grande momento em sua carreira, o camisa 1 tricolor só pensa em riscar o Boca Juniors, adversário de amanhã, da escada tricolor. “Estamos perto e precisamos mais do que nunca manter o foco. Olhamos todo dia para o desenho e imaginamos a taça. Se Deus quiser vamos riscar os três jogos que faltam para a conquista”, disse o goleiro.
Arouca também mostra animação, mas prefere pensar apenas no degrau de amanhã. “Precisamos manter a calma e não achar que já ganhamos”, disse com cautela.
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