China contabiliza mais de 41 mil mortos e enfrenta corrupção na distribuição das verbas

Publicado por: suporte

A comissão anti-corrupção do Partido Comunista informou que vai investigar “rapidamente e com firmeza” qualquer caso de atraso desnecessário no envio de auxílio e desperdício dos recursos. As afirmações foram divulgadas em uma circular da comissão e vêm em resposta a temores de que o grande volume de dinheiro arrecadado em doações seja mal utilizado.

Até o momento, já foram coletados mais de 16 bilhões de yuans (US$ 2.29 bi) em doações, e a administração do dinheiro é um desafio. Será obrigatório declarar a origem, destino e quantidade de qualquer auxílio oferecido às vitimas, pois já houve casos de falsas correntes repassadas por celular pedindo doações.
 
ESTRAGOS – Segundo dados divulgados nesta quarta-feira, o total de mortos e desaparecidos no terremoto já é superior a 74 mil pessoas. As vítimas fatais confirmadas chegam a 41.353. Outras 32.66 pessoas estão desaparecidas e mais de 274.683 foram feridas, informou Guo Weimin, porta-voz do Conselho de Estado em uma entrevista à imprensa.
 
O governo da China estima que os estragos tenham causado perdas de mais 30 bilhões de yuans (US$ 4,5 bi), afirmou Li Rongrong, diretor da Comissão de Supervisão e Administração de Ativos Estatais.
 
RECONSTRUÇÃO – Com poucas chances de ainda encontrar sobreviventes, as equipes de resgate se voltam para tarefas de alívio e reconstrução. Oficiais estão trabalhando para fornecer tendas aos mais de cinco milhões de chineses que estão desabrigados desde o terremoto.
 
O primeiro-ministro, Wen Jiabao, ordenou que 40 mil tendas sejam montadas na área do desastre até o fim do mês e que a partir de então cerca de 30 mil tendas sejam enviadas à região por dia, junto com 800 mil toldos em junho.
 
Máquinas estão aplainando terrenos em Sichuan para fazer espaço para campos de refugiados e sobreviventes.
 
NOVOS TREMORES – Em Sichuan, muitos moradores estão dormindo nas ruas por medo de novos tremores. Mais de sete mil tremores secundários já abalaram a província desde o grande terremoto de 8 graus, no dia 12 de maio.
 
O escritório de análises sismológicas da região previu, na segunda-feira, que um grande tremor secundário, de magnitude de entre 6 e 7 graus, deverá atingir Sichuan novamente em breve.  O tremor se concentrará ao longo da falha de Longmenshan, a cerca de 160 quilômetros da capital da província, Chengdu.
 
A chuva que cai na província continua enchendo as represas naturais que se formaram com o deslocamento de rochas durante o terremoto. O medo que essas represas se rompam causando enchentes nas áreas afetadas chegou a suspender temporariamente os trabalhos de resgate ao longo da semana.
 
Na terça-feira, o primeiro-ministro, Wen Jiabao, ordenou que patrulhas fiquem observando as represas 24 horas por dia para avisar sobre qualquer risco de enchente. Milhares foram removidos da área de Qingchuan, depois que grandes rachaduras foram encontradas no topo de uma montanha.

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