Um time mais forte, determinado e competitivo é o que projeta para o Atlético o técnico Alexandre Gallo, apresentado pelo Clube na manhã desta terça-feira (20), na Cidade do Galo. O treinador assina contrato até 31 de dezembro e a comissão técnica será completada pelos auxiliares-técnicos Valdir Benedito e Maurício Copertino, preparador físico Cristiano Nunes e auxiliar em tecnologia esportiva Cláudio Grillo. Inicialmente, o treinador de goleiros será William Castro, da equipe Juvenil.
| O NOVO XERIFE DO GALO | |
| Fotos: Bruno Cantini | |
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| Alexandre Gallo foi apresentado como o novo treinador do Atlético e quer mudar o perfil do time |
A apresentação de Gallo foi feita pelo presidente Ziza Valadares, que está otimista em relação à nova comissão técnica. “É um treinador que tem uma identificação muito grande com o Clube. Conversamos pela manhã e ele chega com idéias novas, uma mentalidade nova e uma força de vontade muito grande”, declarou o presidente.
Confira os principais trechos da entrevista coletiva de Gallo:
Espírito aguerrido – “Garra, determinação, isso é o mínimo que vai poder acontecer. Isso faz parte da minha personalidade. N o Atlético, não existe um atleta que possa estar visualizando uma outra situação que não seja intensidade máxima. O Atlético é isso, essa determinação, e comigo vai jogar o jogador que tiver determinação, sem dúvida nenhuma. Falando tecnicamente, dentro do campo, temos que ter uma equipe mais forte, mais competitiva. É isso que vamos tentar buscar com o nosso trabalho”
Retorno ao Clube – ”É uma satisfação muito grande estar de volta. Todos sabem do sonho que eu tinha de dirigir o Atlético, uma equipe que fez parte da minha vida. O tempo que tive aqui como atleta foi muito intenso”.
Equilíbrio – A gente espera ter um crescimento, mas, dentro disso, nossa primeira busca vai ser de equilíbrio. Hoje existe um desequilíbrio, um desconforto grande em função das coisas que já aconteceram e que são inerentes ao futebol. Um momento, talvez, de desequilíbrio técnico, às vezes físico ou psicológico. Então, precisamos primeiro nos equilibrar para, depois, ter um crescimento. Essa é a idéia, buscar primeiro esse equilíbrio, os pés no chão, como se fosse uma planta em que a raiz precisa crescer para baixo para depois crescer para cima.
Torcida – “Temos que ter tranqüilidade, mas, dentro dela, antecipar fases. A torcida vai ter que entender esse momento que estamos vivendo que é um momento de reencontrar o equilíbrio. A torcida vai ser fundamental, mas ela vai precisar ter paciência nesse momento de transição. Vai ter que existir esse momento. Sou até suspeito para falar da torcida do Atlético, falei até no programa do Milton Neves que o Atlético tem a torcida mais vibrante do Brasil, tenho certeza disso. Agora, nesse momento, a torcida é uma grande parceira e vai ter que nos ajudar, nos apoiar, para que a gente busque esse primeiro ponto que queremos que é o equilíbrio”.
Desafio – “É um grande desafio, um desafio importante em uma equipe que a gente entende que merece estar em um lugar melhor pela sua dimensão. Quando fui convidado, me senti extremamente honrado e estou bastante preparado para esse desafio”.
Grupo – “Dentro do futebol, a gente tem, normalmente, um entendimento do que está acontecendo dentro do Brasil e tenho um entendimento sim do plantel do Atlético. Claro que o dia-a-dia vai trazer muito mais subsídio, mas já temos algumas ações preparadas para hoje ainda, que deverão ser repassadas mais no final da tarde. Toda grande equipe do Brasil, em qualquer estágio que estiver, tem que pensar em se reforçar e o Atlético não vai ser diferente disso. Algumas modificações são normais de acontecer diante de uma reformulação, de um entendimento de crescimento e equilíbrio que a gente pensa para o Atlético”.
Estrutura – "Fiquei extremamente satisfeito com o que vi aqui na cidade do Galo. Já tive a oportunidade de estar aqui com o Santos e o Internacional. Você vendo a fundo o crescimento que o Atlético teve, isso aqui é um clube de ponta. O Atlético, hoje, está muito bem preparado e tem um CT entre os melhores do Brasil e isso sem dúvida vai ser o futuro do Atlético. É um trabalho maravilhoso e a gente viu que o Atlético não ficou parado, evoluiu muito fisicamente e, talvez, seja o momento que as conquistas realmente venham, pois o Clube já está enbasado, tem uma categoria de base forte, uma estrutura de treinamento forte e tudo isso faz parte de um grande clube".
Trajetória – “Comecei no Villa Nova em 2004 e fizemos uma boa campanha, terminando em 5º lugar no Campeonato Mineiro. Depois, voltei ao Santos onde conquistei o título brasileiro ainda com o Vanderlei (Luxemburgo), como auxiliar dele. Depois, fui à Portuguesa e consegui tirar o time de uma zona de rebaixamento no Campeonato Paulista. Em seguida, fui para o Santos, onde fiquei sete ou oito meses e mantive a equipe, sempre, entre as primeiras colocadas do Campeonato Brasileiro. Aí, passei um ano no Japão, um ano de muito aprendizado que foi muito importante para mim. Na volta, uma remontagem de plantel no Sport, onde ganhamos o título estadual invicto. Depois tive uma passagem pelo Internacional, onde conquistamos a Recopa Sul-Americana em um momento difícil e, agora, no Figueirense, fomos campeões estaduais e tive o melhor aproveitamento entre todos os técnicos que já passaram lá. Tenho certeza que estou muito preparado para dirigir o Atlético”.
Como jogador do Atlético nas temporadas de 1999 e 2000, Gallo foi Vice-Campeão Brasileiro (1999) e Bicampeão Mineiro (1999/2000).
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