A Polícia Federal (PF) na Paraíba e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento deflagaram hoje a Operação Lactose. O objetivo foi desarticular uma quadrilha que adulterava leite em pó integral, além de falsificar notas fiscais, sonegar impostos e corromper funcionários públicos.
Segundo nota divulgada hoje pela PF, foram expedidos sete mandados de prisão preventiva – um deles de prisão preventiva temporária – e 14 mandados de busca e apreensão, cumpridos nos estados da Paraíba, Pernambuco, Bahia e Santa Catarina.
A quadrilha atuava corrompendo funcionários do laboratório Lanagro, do Ministério da Agricultura, em Pernambuco para que o leite adulterado conseguisse a aprovação do órgão. As amostras de leite adulterado colhidas pela fiscalização eram trocadas por material de boa qualidade.
Os envolvidos, segundo a PF, foram indiciados por estelionato, formação de quadrilha, falsidade ideológica, uso de documentos falsos, corrupção passiva e ativa e crimes contra a saúde pública.
A Polícia Federal informou ainda que será feito o recolhimento, do mercado consumidor, de todos os lotes de leite integral embalados pela empresa Big Leite Indústria e Comércio de Alimentos Ltda. – que incluem as marcas Só Beber, Naturesse, Bom Du Leite, Cilpe e Big Leite.
Em nota à imprensa, a PF informou que, após quase um ano de investigações, solicitou à juíza federal Cristina Maria Costa Garcez, da 3ª Vara da Seção Judiciária da Paraíba, a prisão preventiva dos envolvidos e a retirada do produto das prateleiras. Após parecer favorável do Ministério Público, o pedido – que inclui ainda a apreensão de alguns imóveis – foi aprovado.
Segundo a PF, o esquema de falsificação do leite em pó integral funcionava da seguinte forma: a empresa Big Leite comprava o leite a granel, em grandes quantidades, para reempacotá-lo em volumes menores e revender no varejo. Ao realizar o reempacotamento, substituía 50% do leite em pó integral por soro, produto pobre em proteína.
Para encobrir a saída de produtos em maior quantidade do que a recebida pela empresa, a Big Leite recebia notas fiscais frias das empresas Avesul Ltda. e Sanita Ltda., ambas no estado de Santa Catarina, além da Milky Ltda., na Bahia, e da Via Láctea, no Ceará – todas de propriedade dos suspeitos.
A PF alertou que a quadrilha, ao adulterar os lotes de leite em pó, colocou em estado de vulnerabilidade a saúde das pessoas, “prejudicando milhares de consumidores e leite, sobretudo, crianças”.
Continua depois da publicidade
Continua depois da publicidade






.jpg)