Após impasse, ONU decide retomar ajuda a Mianmar

Publicado por: suporte

O programa da ONU suspendeu o envio de ajuda às vítimas do ciclone Nargis, depois de informar que o governo de Mianmar tinha apreendido 38 toneladas de suprimentos. O governo militar do país negou que tivesse confiscado os alimentos e afirmou que apenas tinha assumido o controle da distribuição da ajuda.

De acordo com o correspondente da BBC Brasil em Bangcoc, Jonathan Head, o governo de Mianmar afirma que seus próprios soldados podem realizar a operação de ajuda.  A Agência da ONU afirmou que as discussões com o governo a respeito dos alimentos apreendidos vão continuar. Mas o diretor regional do Programa Mundial de Alimentos, Tony Banbury, diz temer que o referendo nacional marcado para sábado possa prejudicar ainda mais as negociações.
 
"Eles terão um referendo", afirmou Banbury. "Não sei quais canais estarão abertos para nos comunicarmos com as autoridades e para encorajá-las a reverter esta decisão lamentável."
 
Toneladas
 Os alimentos confiscados, bolachas energéticas em quantidade suficiente para alimentar 95 mil pessoas, ficaram em um armazém e, "aparentemente estão sob responsabilidade pessoal do ministro do Bem-Estar Social", segundo a agência da ONU. O Programa Mundial de Alimentos informou que apenas sete toneladas de suprimentos conseguiram chegar até as áreas mais atingidas na região do delta de Irrawaddy.
 
Centenas de milhares de pessoas estão sem água, alimentos ou abrigo. Autoridades dizem que muitas dessas pessoas podem morrer porque a ajuda não está chegando até elas.  O governo afirma que pouco mais de 22 mil pessoas morreram em decorrência da passagem do ciclone, mas teme-se que o número de vítimas seja muito mais alto.
 
O embaixador britânico para Mianmar, Mark Canning, diz que fontes confiáveis já falam que o número de mortos e desaparecidos pode ficar entre 63 mil e 100 mil pessoas.
 
Até agora, Mianmar aceitou ajuda limitada, de países com quem mantém boas relações, além de quatro vôos com suprimentos enviados pela ONU e um comitê da Cruz Vermelha Internacional.
 
Com informações da BBC Brasil
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