Adilson Batista briga com Leandro Domingues e não admite críticas pelo amontoado de erros

Publicado por: suporte

Se o Cruzeiro apresentou algum futebol neste início de temporada, inclusive ganhando o Campeonato Mineiro, não há tantos méritos assim para o técnico Adilson Batista. Ganhar o Campeonato Mineiro era obrigação para um time que possui valores individuais excepcionalmente superiores aos adversários. Junte-se a isso, os muitos problemas internos vividos por clubes que poderiam ser concorrentes diretos ao título, como o Atlético e o Ipatinga.

Pela Taça Libertadores, o time só chegou até as oitavas-de-final porque não havia enfrentado até então nenhum adversário de respeito. Mesmo assim, o Cruzeiro conseguiu dar vexames impagáveis nos jogos que realizou fora de casa, como por exemplo a vergonhosa goleada por 5X0 para o fraquíssimo Real Potosí.
 
O time da Toda da Raposa não conseguiu, em nenhum dos jogos disputados pela Libertadores fora de casa, apresentar um futebol, no mínimo, razoável. Foram exibições para envergonhar a todos e a culpa não foi dos jogadores. Foi do treinador Adilson Batista, que, se conseguiu algo até agora, deve-se ao grupo que tem e não por algum conhecimento de futebol que ele possa ter.
 
Os erros cometidos na escalação do Cruzeiro nesta temporada foram tantos que fica difícil enumerar. Porém, dá para lembrar algumas situações em que o “treinador” deixou Wagner no banco de reservas, não escalou Guilherme, entre outras aberrações. Além do mais, escalar Jonathan é a assinatura de um atestado de burrice. E, forçar a barra com Marcinho, é a prova total de incompetência.
 
No jogo contra o Boca Juniores, no desastre do Mineirão quando o time foi desclassificado perdendo por 2X1, Adilson Batista tirou Guilherme para colocar Marcinho, que até agora não fez uma apresentação que merecesse qualquer referência. E fez isso porque não tinha nenhum atacante no banco de reservas. Alem do mais, não poderia escalar Leandro Domingues, com quem o treinador está brigado porque o julgador não concorda com seus métodos. O ditador Adilson Batista não aceita ser contestado. E, para piorar, precisando de gols para tentar pelo menos um resultado decente contra o Boca, a outra substituição de Adilson foi Henrique, volante que não sabe dar um passo além da linha do meio-campo.
 
Leandro Domingues é um dos grandes jogadores que o Cruzeiro tem e vai acabar sendo negociado porque a diretoria insiste em manter Adilson Batista no comando do time. Leandro não concordou com o treinador e está absolutamente certo. Ele joga mais do que Marcinho, é muito mais jogador do que Henrique, Marquinhos Paraná e Charles. Por causa de sua posição, Domingos foi afastado do grupo pelo técnico e nem viajou para Salvador. Adilson protege no grupo os jogadores indicados por ele para justificar sua indicação e quem sai perdendo é o Cruzeiro, que, se tivesse um treinador coerente, com os atletas que tem, seria um dos candidatos ao título do Campeonato Brasileiro.
 
Um vexame na estréia do Campeonato Brasileiro não está descartado. Com o treinador que o time tem, não adianta ter jogadores de qualidade. Entretanto o grupo já não agüenta mais as imposições de Adilson e, se houver “corpo mole” nos próximos jogos, não há motivos para sustos. O grupo quer ver Adilson pelas costas.   
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