A atenção primária à saúde são os cuidados preventivos e, sobretudo, a resolução de problemas de saúde no início, além do acompanhamento de pacientes com problemas crônicos como hipertensão, diabetes e doenças renais. Em Divinópolis a média de abrangência desses cuidados é de 15,5%, e está muito abaixo da média estadual, que chega a atender mais de 55% da população.
O objetivo da atenção primária é dar resolutividade ao problema de saúde do paciente na sua fase inicial sem que ele precise ser encaminhado para um Pronto Socorro ou Hospital. O resultado da precariedade da atenção primária é o abarrotamento dos Prontos Socorros, como é o caso de Divinópolis. De acordo com a secretária municipal de saúde, Rosenilce Mourão (Chêrrie), a maior parte dos casos de pacientes que procuram o Pronto Socorro Regional em Divinópolis poderiam ter sido resolvidos na atenção primária, por exemplo, passando por um Programa de Saúde da Família (PSF). Em Divinópolis são 15 PSF’s o que resulta em uma abrangência de apenas 15,5% da população. Segundo a secretária de saúde dentro do plano de governo está previsto a construção e instalação de mais 18 PSF’s na cidade. “Temos que atingir pelo menos 33 equipes aqui em Divinópolis para alcançar uma média de 55% de cobertura. A meta é dentro do 4 nos chegar a mais 18 equipes”, conta. Chêrrie contou que ainda esse ano um PSF será inaugurado na comunidade do Grajaú.
De acordo com a secretária a falta de resolutividade da atenção primária esbarra e afeta outro problema, que é a falta de leitos disponíveis para a saúde pública. Em Divinópolis, no ano de 1996 eram mais de 500 leitos destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS), hoje, 12 anos depois e com o aumento da população da cidade, os leitos destinados à saúde pública são apenas 180. “Quando o paciente recebe assistência, mas não é resolutiva, o caminho para a população que não tem plano de saúde é ir para o Pronto Socorro, chegando lá ainda se junta com aqueles que estão esperando vaga para internar, e acontece o abarrotamento. O leito está deficitário. Não tem como dar vazão para isso”, revela.
Chêrrie explica que a solução definitiva para o problema é a ampliação do número de leitos disponíveis para o SUS e a melhoria na resolutividade da atenção primária. “Vamos investir muito para que seja resolutiva”, afirma. Segundo a secretária, o primeiro passo a ser dado na tentativa de resolver o problema da saúde em Divinópolis será a extensão do horário de atendimento das Unidades de Saúde. Inicialmente duas unidades terão atendimento estendido para 21h. Chêrrie adiantou que não foram determinadas quais serão as unidades que passarão pela mudança.
Outra estratégia direta na tentativa de aumentar a abrangência da atenção primária é a reprogramação dos locais onde estão instalados os PSF’s. “Dentro de uma análise mais criteriosa do quadro dessa população e perfil epidemiológico da região, vamos fazer um mapeamento e definir com mais precisão qual será a área de abrangência onde cada PSF vai ampliar, tanto os que existem como os que serão criados”, conta. O terceiro passo, segundo a secretária, é trabalhar encima de metas a serem cumpridas, para investir mais no crescimento e desenvolvimento das equipes em treinamentos constantes. Chêrrie afirma que a educação continuada vai ser feita durante toda a gestão.




