
Sarkozy afirmou que “recebeu muito bem a notícia do acerto entre Israel e a Autoridade Palestina para o acordo apresentado ontem por Mubarak”.
O plano franco-egípcio, apresentado durante uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU em Nova York na noite de terça-feira, e que recebeu amplo apoio da comunidade internacional, prevê “um cessar-fogo imediato por um período limitado” que permita a retomada do envio de ajuda humanitária a Gaza e negociações a respeito da segurança na fronteira entre israelenses e palestinos.
Além disso, a proposta prevê o estabelecimento de corredores humanitários que deem tempo ao Egito e à ONU de trabalharem para um cessar-fogo definitivo. Os detalhes do acordo selado nesta quarta-feira e divulgado pelo gabinete francês, no entanto, ainda não estão claros.
O anúncio de Sarkozy veio após o porta-voz do governo israelense, Mark Regev, afirmar que Israel apóia a iniciativa egípcia de pôr fim aos combates.
“Israel agradece ao presidente egípcio (Hosni Mubarak) e ao presidente francês (Nicolas Sarkozy) por seus esforços para pôr fim às atividades terroristas em Gaza e ao contrabando de armas do Egito para Gaza”, afirmou o porta-voz, contrariando a reação negativa do presidente Shimon Peres, que antes havia minimizado a proposta dos líderes.
“Israel considera de maneira positiva o diálogo entre egípcios e israelenses para avançar nesse aspecto”, acrescentou.
Primeira trégua
No 12º dia da ofensiva, que já deixou mais de 600 mortos e cerca de 2,5 mil feridos na faixa de Gaza, Israel anunciou a primeira trégua e a interrupção dos bombardeios na região das 13h (9h de Brasília) até as 16h (12h de Brasília), para permitir que a população palestina obtenha mantimentos, graças a um corredor humanitário. O anúncio foi feito pela porta-voz militar Avital Leibovich.
O corredor humanitário “permite a abertura de áreas geográficas durante determinados períodos de tempo nos quais a população poderá se abastecer e receber assistência”, afirmou nesta quarta o escritório do primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, ao anunciar a medida, em comunicado.
A população de Gaza vive fechada em suas casas sem energia elétrica, água ou a possibilidade de comprar alimentos desde que Israel iniciou a ofensiva ao território palestino, em 27 de dezembro.
Em resposta, o disparo de foguetes do lado do Hamas também seria suspenso durante o período, informou Abu Marzuk, membro do gabinete político do movimento islamita palestino em Damasco.
A continuidade desta medida de interromper os bombardeios durante três horas diárias seria estudada a cada dia em função da situação, disse Peter Lerner, porta-voz do organismo dependente do Ministério da Defesa que coordena as atividades de Israel nos territórios palestinos.





