Resultados das eleições municipais começam a definir cenário político para 2010

Publicado por: suporte

Com o resultado do segundo turno, os partidos, começam a idealizar o cenário político ideal para 2010. O partido que obteve o maior número de prefeituras, foi o PMDB, seguido pelo PSDB e PT. Entre as capitais, junto com o PT, o PMDB ganhou seis prefeituras, o PSDB ficou com quatro.

A pior derrota foi a do PT, em São Paulo. Kassab, apoiado por José Serra, obteve 60,72%, e Marta do Lula 38,28%. Em contra partida,  também é do PT a melhor vitória, 75,63 para Antonio Gomide em Anápolis, Goiás, contra 24,37% para Onaide Santillo do PMDB.

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Veja o número de prefeituras para cada partido, após as eleições deste ano

PMDB – 1204
PSDB – 785
PT – 558
PP – 549
DEM – 496
PTB – 417
PR – 386
PDT – 344
PSB – 311
PPS – 132
PV – 77
PSC – 60
PRB – 54
PMN – 43
PC do B – 40
PRP – 16
PSL – 15
PTN – 15
PHS – 13
PTC – 13
PRTB – 11
PSDC – 8
PT do B – 8 

Das 30 cidades com mais de 200 mil eleitores onde houve segundo turno, o PT disputou em 15 e ganhou em oito. Perdeu, no entanto, em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, onde o atual prefeito, Gilberto Kassab, do DEM, derrotou a ex-prefeita e ex-ministra Marta Suplicy.

Outras capitais importantes em que os petistas perderam foram Salvador e Porto Alegre. Em ambas, foram reeleitos os peemedebistas João Henrique Carneiro e José Fogaça, respectivamente.

Em São Paulo, o PT elegeu os prefeitos de São Bernardo do Campo, Guarulhos e Mauá. Em São Bernardo, o eleito foi o ex-ministro da Previdência Social Luiz Marinho, que contou com engajamento pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em sua campanha, pedindo votos em comícios e caminhadas.

Os petistas também ganharam em Anápolis, em Goiás, Contagem, em Minas Gerais, Petrópolis, no Rio de Janeiro, Canoas, no Rio Grande do Sul, e Joinville, em Santa Catarina.

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O PMDB, que disputou o segundo turno em 12 cidades, conquistou oito prefeituras. As mais importantes foram Porto Alegre e Salvador, em confronto direto com o PT, e o Rio de Janeiro, segundo maior colégio eleitoral do país. Em Florianópolis, reelegeu-se Dário Berger, também peemedebista, derrotando o ex-governador Esperidião Amin, do PP.

Os peemedebistas ganharam, ainda, em Campos, no Rio de Janeiro, com a ex-governadora Rosinha Matheus; Montes Claros, em Minas Gerais; Campina Grande, na Paraíba; e Bauru, em São Paulo.

O PSDB concorreu em 10 cidades e venceu em quatro, sendo duas capitais. Em Cuiabá, foi reeleito o prefeito Wilson Santos e, em São Luís, o vitorioso foi o ex-governador João Castelo. Os tucanos também administrarão as cidades de Juiz de Fora, em Minas Gerais, e Ponta Grossa, no Paraná.

Já o PSB foi para o segundo turno em seis cidades, vencendo na capital mineira e em São José do Rio Preto. Em Belo Horizonte, terceiro maior colégio eleitoral do país, o eleito foi Márcio Lacerda, apoiado pelo governador Aécio Neves (PSDB) e pelo prefeito Fernando Pimentel (PT). Essa aliança criou problemas com a cúpula petista. Em São José do Rio Preto, o vendedor foi Valdomiro Lopes, que concorreu diretamente com o PT.

Das quatro cidades em que o PTB disputou a prefeitura, foi vitorioso em três, sendo duas capitais: Belém e Manaus. Em Belém foi reeleito Duciomar Costa e, em Manaus, o ex-governador Amazonino Mendes. O outro petebista eleito foi Aidan Ravin, em Santo André, um tradicional reduto eleitoral do PT paulista.

O PP concorreu em três cidades e venceu em duas: Londrina, no Paraná, e Pelotas, no Rio Grande do Sul. Já o PDT disputou em duas cidades e ganhou em Macapá, com o candidato Roberto Góes. O PR ganhou em Vila Velha, no Espírito Santo, e perdeu em Cuiabá.

O DEM, um dos maiores derrotados nas eleições municipais deste ano, reequilibrou sua força política com a eleição de Gilberto Kassab em São Paulo. No município catarinense de Joinville, o DEM foi derrotado pelo deputado petista, Carlito Merss.

BELO HORIZONTE – Os resultados de Belo Horizonte e São Paulo apontam para a saída de Aécio Neves do PSDB, caso ele pretenda disputar as eleições presidenciais. A vitória de Kassab praticamente dá a José Serra a maioria dentro do PSDB na indicação para a sucessão do presidente Lula, em 2010.

Entretanto, a aliança costurada por Aécio Neves em Minas Gerais (PT, PSDB e PSB), já apontava, mesmo antes da definição dos novos prefeitos, que o governador deve mesmo deixar o PSDB. A aliança com o PT e com o PSB, Aécio acenou para sua saída do PSDB. O governador já foi convidado pelo PMDB e este pode ser o caminho para sua indicação na disputa presidencial. Por outro lado, ele pode aventurar-se pelo PSB, que conquistou importantes prefeituras pelo país. Ainda há uma outra situação que precisa ser analisada, já que em todo esse período de oposição ferrenha do PSDB ao governo Lula, Aécio Neves procurou manter certa neutralidade.

Ainda há tempo para definição do governador e ele só deve ficar no PSDB se houve uma mudança de estratégia dentro do partido ou caso aja modificações no cenário político. Após a eleição de Márcio Lacerda, Aécio desconversou sobre 2010. “Ainda é cedo para pensar em 2010, primeiro vamos comemorar a vitória”, disse ele. 

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