O Brasil empatou em 0 a 0 com a Colômbia na noite desta quarta-feira, no Maracanã, na primeira rodada do returno das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2010. Jogando um futebol fraco, sem objetividade, o time foi a cara do treinador. A equipe brasileira não mostrou esquema de jogo e demonstrou total falta de entrosamento. Além disso, ficou claro a falta de comando do treinador. Todas as vezes que pretendia fazer algum tipo de mudança no time – de jogador, ou até mesmo tática – Dunga se dirigia ao seu auxiliar Jorginho. Quem acompanhou esse detalhe, percebeu que ele só fazia a alteração, ao receber a aprovação do auxiliar técnico.
| SALDO NEGATIVO | ||
| (clique na foto para ampliar) | Fotos: CBFNews | |
![]() |
![]() |
|
![]() |
![]() |
|
![]() |
![]() |
|
![]() |
![]() |
|
A Seleção Brasileira esbarrou também em erros de passes. Kaká, a grande esperança do time, foi mal em campo e, Robinho, em nenhum momento mostrou ser o craque que a grande imprensa brasileira gosta de vangloriar.
Com o empate em 0X0, o Brasil quebra o recorde de jogos no Brasil sem marcar. Depois de 94 anos, a seleção ficou três partidas sem marcar um único gol em jogos disputados em território Brasileiro. A seleção se manteve na segunda colocação nas Eliminatórias, com 17 pontos ganhos, um a mais do que Argentina e Chile. O Paraguai lidera, com 23 pontos, e o Uruguai está em quinto, com 13..
A Seleção Brasileira jogou com Julio Cesar, Maicon, Lúcio, Juan (Thiago Silva) e Kleber; Gilberto Silva, Josué, Elano (Mancini) e Kaká; Robinho (Alexandre Pato) e Jô.
DUNGA – Maior alvo dos protestos da torcida carioca na noite desta quarta-feira no Estádio do Maracanã, o técnico Dunga reclamou das vaias recebidas no empate sem gols com a Colômbia, pelas Eliminatórias da Copa de 2010, e pediu mais "equilíbrio" aos críticos, destacando que a Seleção ocupa a vice-liderança isolada da competição após dez rodadas disputadas.
Na entrevista concedida após novo tropeço no Rio de Janeiro, o treinador reconheceu que o time nacional não esteve bem novamente atuando em seus domínios, mas considera que os protestos irão acontecer até o dia em que o Brasil sacramentar sua ida ao Mundial da África do Sul.
"Vou agüentar (as vaias) até quando o Brasil estiver classificado. Mas temos que lembrar que estamos em segundo. Por mais que não mostramos um bom futebol, tem que ter o equilíbrio. Estão tentando plantar uma crise, parece que o Brasil está em último na classificação", disse o treinador.
Momentos depois de ouvir a torcida pedir a sua saída mais uma vez, quando se despediu aos gritos de "adeus Dunga", o treinador viu com naturalidade os protestos das arquibancadas e acredita que as críticas fazem parte de um processo que ocorre com todos os profissionais que já ocuparam o cargo no passado.
"Quanto à torcida, acho que é normal. Não vou ser o primeiro e nem o último a ser vaiado. Até o treinador mais vencedor de todos os tempos que passou por aqui já foi vaiado, como foi o Zagallo, e também outros nomes, como Parreira e Felipão, também sofreram com isso", afirmou.
Depois de dizer que não se incomoda com a insatisfação das arquibancadas e destacar que segue focado em levar o Brasil à mais uma Copa do Mundo, Dunga reconheceu que os protestos acabam fazendo mal ao grupo e admitiu que alguns jogadores do elenco sentem mais a pressão. "Acho que mexe um pouco com todos nós. Os jogadores querem fazer uma boa apresentação, fazer uma boa jogada, e no final isso acaba atrapalhando", finalizou.
Continua depois da publicidade
Continua depois da publicidade














