O deputado federal Jaime Martins (PR) e outros seis parlamentares continuam sendo investigados em razão das denúncias de desvios de recursos do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento, conforme dados do inquérito da Operação João de Barro, que investigou a fraude. No caso específico do prefeito de Divinópolis, Demetrius Pereira (PSC) já não há mais acusação contra ele, pois foi comprovado que para as obras do PAC em Divinópolis, não houve nenhum tipo de interferência ilegal.
| FRAUDE NO PAC | |
| Foto: arquivo/Divinews.com | |
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| O deputado federal por Minas Gerais, João Magalhães, é acusado de chefiar o esquema |
Já no caso do deputado Jaime Martins, a situação é diferente. O envolvimento do deputado foi motivado por gravações telefônicas que o pegaram fazendo uso eleitoreiro das verbas para outros municípios. As investigações, que até agora correm em segredo de Justiça, verificam a interferência do deputado em municípios nos quais ele foi flagrado nas escutas telefônicas autorizadas pela Justiça.
A investigação da Operação João-de-Barro poderá resultar no oferecimento à Justiça de cerca de 200 denúncias, segundo avaliação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. A intenção do Ministério Público é "individualizar" as acusações formais com base nos crimes, nos locais e participação dos suspeitos de envolvimento no esquema de desvio de recursos públicos do Orçamento da União, incluindo verbas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Entre os investigados estão parlamentares, servidores públicos, empresários e lobistas. A PF já apurou desvios de R$ 700 milhões por meio de emendas parlamentares ou convênios com ministérios em 119 cidades brasileiras, sendo 114 em Minas Gerais. "Estão sendo feitos relatórios individualizados por convênios, por municípios. Estamos analisando as atividades de cada pessoa e fazendo os caminhos dessa verba, desde a apresentação da emenda até o gasto", disse ontem o procurador Zilmar Drumond, do Ministério Público em Governador Valadares (MG) – onde se iniciaram as investigações referentes ao esquema.
Agentes da PF e técnicos da Controladoria-Geral da União (CGU) estão envolvidos na apuração dos ilícitos, fotografando obras e fazendo um levantamento patrimonial nos municípios. Segundo Zilmar, o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, combinou com o Supremo Tribunal Federal (STF) que apresentará no mês que vem o resultado da investigação envolvendo os que possuem foro privilegiado. No inquérito, que corre em segredo de Justiça, são citados sete parlamentares, entre eles o deputado João Magalhães (PMDB-MG) – apontado como articulador do esquema no Congresso.
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