Esther foi ainda a primeira mulher a ocupar o cargo de ministra no Brasil, atuando no Ministério da Educação entre 1982 e 1985, durante o governo do general João Figueiredo. Foi também a primeira mulher da América Latina a comandar uma reitoria na Universidade Presbiteriana Mackenzie, em 1965. O velório ocorreu na manhã desta quarta-feira (24, na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo. O enterro será às 16h, no Cemitério do Araçá.
A seccional paulista da OAB divulgou nota oficial lamentando a morte da advogada e decretou luto oficial por três dias, período durante o qual todas as unidades da Ordem no Estado hastearão as bandeiras a meio pau.
“A morte de Esther de Figueiredo Ferraz é uma grande perda para o Brasil . Em vida foi uma referência de pioneirismo e competência enquanto advogada, professora e personalidade pública”, afirma na nota Luiz Flávio Borges D´Urso, presidente da entidade. "A advocacia está de luto pela perda desta grande mulher, cujo papel de relevo engrandece cada advogado e cada brasileiro, porque somos todos herdeiros de sua obra e de seu legado", complementa.
No dia 9 de setembro, a OAB-SP homenageou a advogada com o prêmio Maria Immaculada Xavier Silveira, primeira mulher inscrita na seccional paulista da Ordem.
CARREIRA – Esther nasceu em São Paulo no dia 6 de fevereiro de 1915. Fez parte de vários Congressos nacionais e internacionais, integrando, em 1955, a Comissão Oficial de Reorganização Penitenciária do Estado de São Paulo.
Foi membro do Conselho Estadual de Educação de São Paulo, de 1963 a 1964, e integrou o Conselho Federal de Educação de 1969 a 1982. Nos anos de 1966 e 1967 ocupou, no governo do marechal Castelo Branco, o cargo de diretora do Ensino Superior do Ministério da Educação e Cultura.
Foi Secretária da Educação de São Paulo, de 1971 a 1973, no governo Laudo Natel. De 1982 a 1985 foi ministra da Educação e Cultura no governo Figueiredo.
A advogada fazia parte da Academia Brasileira de Educação, da Associação Brasileira de Educação, da Academia Paulista de Letras e da Academia Paulista de Educação. Desde 1949 era membro do Instituto dos Advogados de São Paulo.
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