Quatro corpos carbonizados foram encontrados na manhã desta quarta-feira (17) na localidade conhecida como Areal, na Favela Nova Brasília, no Complexo do Alemão, durante operação que reúne mais de 500 policiais civis e militares. A polícia suspeita que um dos corpos possa ser o do traficante Antônio Carlos de Jesus Ferreira, o "Tota", um dos criminosos mais procurados pela polícia fluminense.
O secretário de Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, confirmou que foram encontrados quatro corpos carbonizados na favela da Grota, no Complexo do Alemão (zona norte do Rio). Desde 9 horas, cerca de 800 policiais militares e civis realizam uma megaoperação para checar a informação de que o traficante Antonio Carlos de Jesus Ferreira, o "Tota", chefe do Complexo, e outros membros de sua quadrilha, teriam sido mortos por ordem de lideranças do Comando Vermelho.
Segundo Beltrame, há indícios de que traficantes do "comando superior" teriam ordenado a matança. "Esse comando é formado por pessoas que estão presas. Pode ter sido o Marcinho VP ou o Fernandinho Beira-Mar. Não excluímos nenhuma hipótese", disse Beltrame.
Segundo ele, outros dois traficantes foram mortos em confronto com policiais do Bope, no Morro do Adeus (também no Complexo do Alemão) e o policial Alexandre Gomes foi baleado na cabeça. Até agora, a polícia apreendeu também três metralhadoras, drogas e munição. Até o final do dia, deve ser divulgado o novo balanço da operação.
POLICIAL MORTO – O policial Alexandre Masson, da Delegacia de Combate às Drogas, e dois supostos traficantes morreram na manhã desta quarta-feira em tiroteio durante a megaoperação que as polícias Civil e Militar realizam nas favelas do Complexo do Alemão.
A polícia suspeita que um dos corpos possa ser o de "Tota". Houve intensa troca de tiros na entrada do comboio policial na favela. A polícia ainda investiga se "Tota" teria mesmo sido morto ontem em luta entre traficantes no morro da Fazendinha, no complexo do Alemão.
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